quinta-feira, março 31, 2005

Do doo be-do-do...

Já conheço a música há uns bons tempos, mas só agora decidi referi-la aqui no blog.

Vejam lá se conhecem. O refrão é algo do género:

"Mahna Mahna
Do doo be-do-do
Mahna Mahna
Do do-do do
Mahna Mahna
Do doo be-do-do, de-do-do, be-do-do, be-do-do-doodle do do do-doo do!"



Uma música celebrizada pelos Marretas. Mas o mais curioso é que já havia sido composta em 1968 para um filme porno sueco. Como é que o tema chega aos criadores dos Marretas continua um dilema.

Para quem não reconhecer isto ou quiser saber mais informações, passo a fornecer alguns sites:

Vídeo Original:
http://movies.quadratic.net/Muppet_Show_Manamanah.mpeg

Só Música (final diferente do vídeo):
http://www.latke.net/mahnamahna/

Sobre o compositor:
http://www.geocities.com/pieroumiliani/

Alguma informação sobre a música:
http://www.poppyfields.net/poppy/mahna.html

Animação em Flash, que tem como base a música:
http://www.milkandcookies.com/links/15995/

"The question is: What is a Mahna Mahna? The question is: Who cares?"

domingo, março 27, 2005

Factos Estranhos. Mas Reais...

. O José Castelo Branco tem um programa de televisão;

. Existe um blog cujo endereço é www.clubedefansdojosecid.blogspot.com;

. Livros do Nicholas Sparks continuam a ser editados;

. O pequeno Saúl Ricardo cresceu, descolorou o cabelo e está aí com um novo album com o título "As Bolas do Snooker";

. Ainda existem pessoas que nunca leram o Código Da Vinci (isto sim é um verdadeiro milagre);

. O Keanu Reeves continua a fazer filmes;

. 8 em cada 15 SMS enviadas para o programa "Praça da Alegria" dizem respeito a convívios da tropa;

. Donas-de-casa continuam surpreendidas com o efeito de XAU;

. Scolari ainda treina a Selecção Nacional;

. Eu continuo a ir ao cinema apesar de um bilhete custar 4€, já com desconto do cartão de estudante;

. O Jim Caviezel não foi sequer nomeado para o Óscar de Melhor Actor.

Mais factos inacreditáveis virão. Ou não.

quarta-feira, março 23, 2005

Esta é para ti, Shushannah

Nota: Este post é realizado a pedido de uma pessoa que eu estimo muito e cujo único defeito é ter inventado uma nova língua derivada do Português, em que os acentos são substituídos por "h" e a letra "q" desaparece do alfabeto. Desde já um agradecimento por ter esbanjado 1,20€ da sua semanada só para me auxiliar neste projecto.

Tulicreme*: O que sabemos nós deste produto? Como e porque surgiu? Porque é que o seu nome nos é familiar? Quem teve a ideia de colocar chocolate num frasco? Para estas e outras perguntas, encontrarás a resposta aqui, numa reportagem-choque a que dou o nome de:

Tulicreme: Um Mistério Insondável

Ingredientes: Óleos e gorduras vegetais simples, isoglucose de milho, açucar, leite magro (9%), cacau magro em pó (7,5%), sal (0,5%), emulsionantes (monoglicéridos e lectina), vitamina E (8,4 mg por 100g), vitamina B2 (1,2 mg por 100 g), vitamina A (2000 U.I por 100g), vitamina D (200 U.I por 100g) e avelã.

Imagem de Marca: Um urso. Apesar de normalmente relacionado com mel, desta vez um urso aparece relacionado com chocolate. O que só prova que os ursos se fartaram de ser picados pelas abelhas. Este urso aparece também com um skate, mostrando o seu lado "dread". Ficamos também a saber que os ursos não gostam de patins em linha.

Origem do Nome: Totalmente desconhecida, sabendo-se apenas que o prefixo "Tuli", em Finlandês e Húngaro significa "flamejante". Nas Filipinas, é sinónimo de "circuncidado". "Creme", em português, significa "creme". Relação não encontrada. Dados não conclusivos.

História: Desconhecendo-se ao certo quando surgiu, sabe-se, no entanto, que o Tulicreme já faz parte da sociedade lusa há uns bons anos, tornando-se parte da infância de grande parte da população. Usualmente relacionado com outras memórias, nomeadamente, a nossa avó que nos preparava o pãozinho com Tulicreme ou o lanche depois da brincadeira, o Tulicreme, além de chocolate, contém o ingrediente da nostalgia.

Na Internet: A presença do Tulicreme na World Wide Web é discreta. Na língua portuguesa, são apenas de destacar dois resultados, quando pesquisado no Google: o título de um blog (http://tulicreme.blogspot.com/) e um comentário feito por Segismundo num outro blog que passo a citar:

"Mais um caso doméstico. Esta manhã, entre outros mantimentos, foi comprada uma embalagem de Tulicreme, sabor a chocolate, de duzentas grama. Foi arrumada na prateleira do costume. A embalagem ainda lá está. Arrumada. Mas vazia. O que significa que, em casa dele, como na selva, há criaturas, as pequenas bestas devoradoras, que deixam rasto. Segismundo."

Conclusão: Após várias análises aos resultados obtidos, concluo que o Tulicreme continua a ser um fenómeno tão inexplicável quanto a existência do Luisinho, Huguinho e Zezinho. Turururururuuuuuu...(música Ficheiros Secretos)

*Disponível à venda na maioria dos supermercados, por 1,20€.

terça-feira, março 22, 2005

Desastres cinematográficos

Quem não tem aqueles filmes que simplesmente recorda com amor, ternura, nostalgia e carinho? Pois eu tenho aqueles filmes que fazem querer pegar numa catana e dar vários golpes nos seus respectivos realizadores.


Titanic (Titanic, James Cameron; com Kate Winslet, Leonardo DiCaprio; 1997):

Em poucas palavras, uma história de amor num navio a afundar. Ele salva-a de se suicidar, finge que voa, diz "I'm the king of the world!", desenha-a nua, mão no vidro e morre de hipotermia. Um filme longo, chato, comprido, maçudo e chato. Mas pronto. Admito. No fim do filme tive pena do Leonardo DiCaprio. Ele poderia ter sido um óptimo médico ou advogado, mas, infelizmente, escolheu ser actor. Dá pena.


Cercados (Black Hawk Down, Ridley Scott; com Orlando Bloom, Ewan McGregor; 2001):

Nunca percebi muito bem a história. Mas considerando que é um filme de guerra, há sempre a possibilidade de nem sequer ter uma. Sei que a partir da segunda hora de filme passei a jogar Bantumi no meu telemóvel. Foi só passado algum tempo que descobri que o Orlando Bloom e o Ewan McGregor entravam no filme. Percentagem de diálogos no filme: 20.


Rei Artur (King Arthur, Antoine Fuqua; com Clive Owen, Keira Knightley; 2004):

É mau. Muito mau. A Keira Knightley é irritante e o Clive Owen consegue ser um actor menos expressivo que o José Carlos Pereira. E sempre que o pássaro aparecia a voar em câmara lenta, ficava sempre à espera que surgisse um tiro de caçadeira. Semelhanças com o "Braveheart" não são puras coincidências.


A Mansão (The Haunting, Jan de Bont; Catherine Zeta-Jones, Liam Neeson, Owen Wilson; 1999):

Apesar de tudo, uma boa comédia. O avôzinho que mata os netos e assombra uma casa onde estão visitantes que sofrem de insónias. A minha parte favorita é quando o Owen Wilson perde a cabeça. Literalmente.


Diário de Bridget Jones (Bridget Jones' Diary, Sharon Maguire; Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant; 2001):

Renée Zellweger no seu pior. E eu até gosto do Colin Firth. Mas o filme é mau. História de uma tipa frustrada que sofre humilhações atrás de humilhações e que gosta de cantar músicas da Celine Dion. E a sequela anda por aí.


Doce Novembro (Sweet November, Pat O'Connor; com Charlize Theron, Keanu Reeves; 2001):

Nem sei o que dizer. Keanu, amigo, um conselho de mim para ti: és muito giro, sim senhor, mas não desistas do teu outro emprego. E da história do filme nem se fala. Uma hippie que convida estranhos para passar um mês em casa dela para lhes alterar a vida. E tem sempre de haver o cliché de "Ela mudou a minha vida para sempre." Um drama de fazer chorar as pedras da calçada. Ou não.


A Praia (The Beach, Danny Boyle; com Leonardo DiCaprio; 2000):

Mais uma vez, Leonardo DiCaprio volta para me atormentar. Muito sangue e pouca sanidade mental num filme com o seu quê de estranho. Robinson Crusoe, volta, estás perdoado.


Conhece Joe Black (Meet Joe Black, Martin Brest; com Anthony Hopkins, Brad Pitt; 1998):

Mais um filme longo e parado cuja única cena que involve mexer mais do que um braço é a cena em que o Brad Pitt é violentamente trucidado por dois carros e um camião. Em suma, a primeira hora resume-se a "Hello.", a segunda a "Who are you?" e a terceira a "I'm Joe Black.".


Van Helsing (Van Helsing, Stephen Sommers; com Hugh Jackman, Kate Beckinsale; 2004):

Como uma grande fã do Hugh Jackman, espero sinceramente que ele tenha aceite fazer o filme pelo dinheiro e não por acreditar no projecto. Uma história má e piores efeitos especiais. Para variar, faz-nos acreditar que irá haver uma sequela.

Fontes:
Todas as imagens retiradas de: movies.yahoo.com

segunda-feira, março 21, 2005

Tentativa de poetizar um pouco

Aqui vai o meu contributo para o Dia Mundial da Poesia:

Que raio de dia inventaram,
Este a que chamam Dia da Poesia.
Mas porque é eles que pensaram
Que a Poesia precisava de um dia?

Andam escolas na rua a distribuir
Poemas que já devíamos conhecer
Só para às aulas não ir
Nem esses poemas ler.

Fala-se de Espanca, Pessoa e Camões
Ouve-se Perdidamente a Mensagem dos Lusíadas
E eu penso para os meus botões
O que é que rima com Lusíadas?

Não me levem a mal
Que eu até gosto de poesia
Mas haver dia para tal
é que é um desperdício de dia.

É por estas e por outras que eu não escrevo Poesia.

sábado, março 19, 2005

Conversa de elevador

[Elevador com uma pessoa lá dentro. Pára num andar e entra outra pessoa.]

1º Tipo: Ora bom dia, como vai?

2º Tipo: Cá se vai andando, não é verdade?

1º Tipo: Tem que ser...

...

[Silêncio constrangedor em que ambos olham para todos os lados, menos um para o outro.]

...

2º Tipo: Pois é, pois é, pois é, pois é...

1º Tipo: Cá estamos...

2º Tipo: Isto não anda...

1º Tipo: Pois é, 'tá parado...

...

[Mais um pouco de silêncio constrangedor em que ambos voltam a olhar para todos os lados, mas desta vez os olhos encontram-se e eles sorriem, desviando o olhar.]

...

2º Tipo: 'Tá fresquito, não tá?

1º Tipo: Pois, parece que sim...

...

[Portas do elevador abrem.]

1º Tipo: E pronto. É o meu andar. Gosto em vê-lo. Passe bem.

2º Tipo: Cumprimentos à patroa.

[Entra uma terceira pessoa.]

2º Tipo: Ora viva, como vai?

3º Tipo: Cá se vai andando, não é verdade?

2º Tipo: Pois, tem que ser...

...

3º Tipo: Pois é, pois é, pois é, pois é...

quinta-feira, março 17, 2005

Confissão

Olá! O meu nome é Joana e...e eu tenho um problema. Isto já aconteceu há uns anos mas desde então tem-me vindo a atormentar. Tudo isto é muito difícil para mim, mas eu preciso de desabafar. Eu...eu...eu assisti a uma gravação do "Made In Portugal"!

sexta-feira, março 11, 2005

Geração de 86, esta é para vocês

Nestes últimos tempos ando muito nostálgica. Vejam lá que me fui lembrar de desenhos animados que costumava ver quando era pequena.

"Vem brincar,/Traz um amigo teu...". A Rua Sésamo. Quem não se lembra do Poupas Amarelo, que na verdade era laranja; do Ferrão e dos seus agripinos; do Gualter, do Becas, do Egas, do Conde de Contarr...Tenho que admitir que a minha personagem favorita era o Monstro das Bolachas. E não. Não sou daquelas pessoas que ficou desiludida por descobrir que ele REALMENTE não comia as bolachas. E depois havia o Sr. Almiro, a Avó Chica, a Guiomar (leia-se Alexandra Lencastre) e o Zé Maria, que por muitos episódios dos Malucos do Riso em que entre, continuará sempre a ser o Zé Maria (pelo menos para mim).

Toda a equipa da Rua Sésamo

Lembrei-me também de uns desenhos animados de grande qualidade (ou não): Capitão Planeta.

Para quem não reconheça ou tenha acompanhado esta série, ela contava a história de um grupo de jovens que tinha uns anéis, cada um simbolizando um elemento da Natureza. E quando havia algo que ameaçasse o nosso amado planeta, como a poluição ou algo que pusesse em perigo um animal em vias de extinção, eles uniam os anéis e surgia um super-herói, o Capitão Planeta. Mas como haviam cinco jovens, os autores dessa série tiveram de criar mais uma "força", o Coração.

E o grande clássico: o Dartacão e os Moscãoteiros. Ainda que seja mais antigo, ainda dava no nosso tempo e cuja música ainda é cantada por inteiro por toda a gente que conheço.
"Era uma vez os três, os famosos Moscãoteiros. Do pequeno Dartacão, são bons companheiros..."

Mas havia outros desenhos animados. Um dos meus favoritos era o saudoso Conde Patrácula, um vampiro vegetariano acompanhado de um mordomo mórbido e de uma ama desastrada. Mas as minhas melhores recordações dessa série são as dos pequenos vampiros do relógio, Dimitri e Sviatoslav, que tinham uns diálogos muito próprios.


"Qual é a diferença entre o Castelo Patrácula e um tomate?"
"Não sei. Qual é?"
"São ambos vermelhos excepto o castelo."
"E se o tomate fosse verde?"
"A piada não resultava."

E outros grandes clássicos: o Tsubatsa, ainda que repetição mas mesmo assim era engraçado ver que demoravam meia-hora a percorrer metade de um campo de futebol e aquelas defesas impossíveis em que os guarda-redes ficavam a deitar fumo das luvas. Havia também o Inspector Gadget, o verdadeiro, não aquelas imitações rascas que surgiram depois e que andam a dar no Canal Panda. E ainda todos as séries da Marvel que começaram a dar na nossa época (X-Men, Homem-Aranha, etc.), a Carrinha Mágica, etc. E uns um pouco mais antigos como o "Meu Pequeno Pónei", os "Ursinhos Carinhosos", etc.

Mas o último grande desenho animado que me lembro de seguir atentamente é o DragonBall. Agora em reposição na Sic Radical. Mas já passou o tempo. Eu lembro-me de, no polivalente minha antiga escola, no intervalo de 20 minutos da manhã, a televisão minúscula ser ligada para se ver o DragonBall. Ninguém pode negar que foi um grande fenómeno. E a partir do momento em que numa série japonesa se consegue fazer referências ao "Ponto de Encontro" e a músicas da Romana ("Continua chamando-me assim, BouBou, BouBou."), é porque a tradução (livre) e a dobragem são brilhantes. Este foi, na minha opinião, um dos grandes trunfos desta série.

Mas também outras séries, que tinham a sua piada. Reconhecem esta imagem?

Exactamente, é d' "O Justiceiro". E juntamente com o MacGyver e o Esquadrão Classe A, fazia-se o grupo de séries, em repetição, dadas nas manhãs da TVI. Mas o mais giro era ouvir o David Hasselhof dizer "Vamoss, Kitche!" ou o Mr.T, "Eu não entro nesse avião!" em português do Brasil.

Infelizmente já não sou do tempo do Tom Sawyer nem do Bocas. Por isso, deixo esse tema a quem se lembre.

P.S.: Para quem quiser relembrar ou mesmo fazer o download destes dos temas destes clássicos:
Dartacão (desçam na página: encontram a música e a letra)

Infelizmente não consigo encontrar a música da Rua Sésamo. Se alguém tiver a música ou mesmo vídeos, por favor, aproveite o link dos comentários em baixo para me dizer. É que eu estou interessada. Se alguém se lembrar de mais alguns desenhos animados ou séries de que eu me tenha esquecido, podem também acrescentar nos comentários.

Fontes:

Mistérios da vida

Sou só eu que acho isto ou o gajo que faz de Leandro na novela "Senhora do Destino" está sempre com a mesma camisa azul?

Não é que eu seja uma fã de telenovelas, mas o facto de o meu Zapping durante a semana ser 1,2,3,4,3,2,1,2,3, por aí fora não me deixa outra alternativa. Até a New Wave eu vejo. Ao que eu cheguei.

Outra coisa que eu descobri nessa telenovela "Senhora do Destino" foi a imagem de "chunga" que os brasileiros têm dos portugueses. É deprimente. Além de já ser estranho ouvir frases gramática e semanticamente brasileiras mas com sotaque português (de Portugal), ainda temos de nos conformar que o nome Constantino é um nome muito comum deste lado do Atlântico.

Mas essa telenovela nem é muito má. Nada como a New Wave, em que EM DOIS EPISÓDIOS um tipo e uma tipa conhecem-se, apaixonam-se, ela vai de viagem para a Amazónia, ele atropela outra tipa que vai para o hospital e poucos segundos depois já está boa, têm uma noite "divertida", ela engravida e a primeira tipa volta de viagem.

Isto já para não falar de todas as desgraças que acontecem às personagens desde problemas com drogas, pais demasiado conservadores, pobreza, assaltos, doenças incuráveis mas que à última da hora se descobre uma cura, enfim...

Mas, infelizmente, telenovelas não são os piores programas na televisão portuguesa. Existem imensos programas pseudo-humorísticos que já deviam ter sido extintos. Os "Malucos do Riso" vêm no topo da lista. Um programa de sketches que, para nosso infortúnio, já conseguiu colocar frases profundas na cabeça de toda a gente. Exemplos como "Até a barraca abana!", "A vida costa, Costa!" ou mesmo "Isto é que vai uma açorda!" falam por si.

Depois existem os "Batanetes", imitação barata dos "Malucos do Riso", mas com o mesmo baixo nível de humor. Mas é bom ver que a SIC não se deixou ficar atrás. Assim que a TVI decidiu criar um derivado dos "Batanetes", os "Batanitos", surgiu de imediato o "Zero em Comportamento". Não se pode ficar desactualizado, certo?

E quem pode esquecer os programas do Camilo de Oliveira. Aquilo é que devem ser reuniões longas para decidir os nomes desses programas. "Camilo & Filho", "Camilo na Prisão", "Camilo, o Pendura", "Camilo, o-gajo-que-tem-80-anos-mas-tem-um-caracolinho-na-cabeça-que-o-torna-sexy", entre muitos outros.

Mas há outros. Os "Jika da Lata", onde existe um estúdio de televisão no quintal ou a "Maré Alta" ("Pepepepe, parou, parou, parou, parou!!") com o seu detector de metais. Ou de roupas. Ainda não percebi bem. O próprio Herman José já precisava de uma pausazinha no programa. Já está a entrar no limite destes programas.

Até compreendo que este tipo de programas tenha audiência. Senão os "Malucos do Riso" não estariam no ar há tanto tempo. Mas é um abuso. Parem de copiar formatos de programas a culturas que não são a nossa e inclusivé aos próprios canais concorrentes.

E agora vocês perguntam: Mas estará assim a televisão portuguesa tão condenada que não haja qualquer hipótese de redenção?

...

Estou à espera. Vá, perguntem. Então? Pronto, eu respondo na mesma. (Este momento foi...sem comentários. Não liguem. Estou sem ideias.)

Continuando.

Não. Ainda existem programas como o "Levanta-te e Ri", cada vez com mais projecção e as "Manobras de Diversão", que realmente têm qualidade. No entanto, ouvi dizer que estas foram canceladas (foi o que ouvi dizer, mas se alguém souber de mais alguma coisa, por favor, comente em baixo). E ainda tenho esperança no novo programa do Carlos Moura, isto se lhe retirarem os momentos porno.

E há sempre a TV Cabo. Ou o botão vermelho do comando da televisão. O que é importante é não nos deixarmos abater por este tipo de programas. Até porque são eles que devem ser abatidos. Tarataraaaaaraaaaaa!! (música dos "Malucos do Riso")

Huum...Os meus posts andam muito a cirandar pelo tema da televisão. Preciso de arranjar uma vida.

quinta-feira, março 10, 2005

Post rápido

Só para ver se tiro esta música do Demo da cabeça:

"Festa, Festa
É na Moviflor.
É na Moviflor, é na Movi-Moviflor.
Preços baixos
São na Moviflor..."

Não. Não resultou. E provavelmente só a conseguir meter na cabeça dos que leêm este blog. Paciência. Assim o sofrimento fica dividido por todos.

sexta-feira, março 04, 2005

Clichés

E eu ainda vou nesta. Ontem, os meus amigos convenceram-me a ir ver um filme de terror, "Saw" ou em português "Saw-Enigma Mortal". Não sendo eu uma apreciadora de filmes de terror, fiquei um pouco apreensiva quanto a ir ver o filme, mas lá fui. O filme é mau. Mas quem sou eu para dar uma opinião, ainda que o filme seja MESMO muito mau.

Mas o que interessa é que eu tive a oportunidade de confirmar umas coisas quanto a thrillers ou filmes de terror (ou comédia, o que nalguns casos vai dar ao mesmo):

Ponto 1: O assassino é:

a) A personagem que aparece menos tempo no ecrã. Se acontecer um empate entre duas personagens, isso significa que são ambas as causadoras das mortes ocorridas no filme.

b) Um dos membros do grupo das personagens principais. Normalmente, existe sempre um grupo de personagens que pode variar de três a oito pessoas. 80% do grupo está destinado a morrer. Entre os restantes 20% está o assassino.

c) A pessoa mais desprezada por todos a quem ninguém reconhece o seu devido valor. Pode ser desde o acamado ao contínuo do hospital, passando pelo primo da mãe do namorado da amiga da personagem principal.

d) Todas as alíneas anteriores.

Ponto 2: O modo:

a) O assassino não dá simplesmente um tiro ou uma facada para matar alguém. É necessária toda uma arquitectação de um plano brilhante para o fazer. Nomeadamente horas e horas de tortura e tormento para a vítima (e para o espectador) que muitas das vezes acabam com um simples tiro (na vítima, obviamente. Não no espectador.)

b) Regra geral, o assassino conta sempre os seus planos à sua última vítima antes de a matar, muitas vezes recorrendo a flashbacks, o que faz com a vítima tenha tempo para se libertar das cordas ou chegar a um objecto duro e cortante e salvar-se.

Ponto 3: O motivo:

a) Vingança pessoal, isto é, as personagens principais fizeram algo que despertou o instinto homicida do assassino. Pode incluir algo desde atropelar alguém, entrar numa mansão abandonada, perturbando o avôzinho que matava os netos ou ter uma amante.

b) Certos ideais profundamente enraízados na mente do assassino. Castigar os pecadores é ainda um motivo bastante recorrente pelos argumentistas. Nada como o assassino achar que está a fazer o trabalho de Deus.

c) Simplesmente, o assassino não funciona bem da tola, não havendo qualquer explicação possível para os seus actos.

Por fim, Ponto 4: O argumento do filme:

a) No mínimo, são necessários três momentos que façam o espectador saltar da cadeira. Para criar esses efeito, recorre-se à música assustadora, a um barulho repetitivo (por exemplo, uma cadeira de baloiço que range), a um corte de energia em casa da personagem ou grandes planos do ar assustado da mesma. Tudo isto seguido de uma viragem rápida da câmara, um aumento do volume da música, a imobilização da cadeira e um grito da personagem.

b) A utlização de frases profundas e dramáticas também é comum. Uma personagem que diga qualquer coisa do género: "Nunca vi o mar.", claramente vai morrer.

c) Existe sempre margem de manobra para a realização de uma sequela do filme. Nada como deixar escapar o vilão da história no último minuto ou o seu corpo, simplesmente não ser encontrado no penhasco onde se despistou com o carro ou depois de ter levado 14 tiros, uma machadada na cabeça e ter queimaduras em 3º grau.

d) Mas tudo isto não podia culminar sem o herói solitário, que era uma pessoa absolutamente normal, mas que de repente descobre que é descendente de um qualquer demónio ou é o "Escolhido" e tem de disputar uma luta moral consigo mesmo durante todo o filme. É neste género de filmes que descobrimos que qualquer pessoa que tenha um emprego de secretária pode a qualquer momento estar a fugir de monstros e a dar pancada aos maus da fita, vencendo-os e tornando o mundo um lugar melhor. Resulta ainda melhor se este herói morrer, tornando-se um mártir.

Enfim...