Se...
...o Homem é um ser racional;
...um ser racional é um ser inteligente;
...ser inteligente é perigoso;
...perigoso é saltar de um vigésimo quinto andar e esperar sobreviver;
...sobreviver é difícil;
...difícil é tirar nódoas de lixívia;
...lixívia é um líquido transparente que pode facilmente ser confundido com água quando colocado no recipiente errado;
...errado é ter um poster do Serginho pedurado na parede;
...uma parede é apenas uma metáfora para a fragmentização da sociedade e do mundo actual;
...actual é fazer piadas sobre o Serginho;
...o Serginho é um vegetal verde;
...um vegetal verde é um bróculo;
logo o Homem é um bróculo.
Um blog para todos dominar, um blog para os encontrar, um blog para a todos prender e nas trevas reter.
sexta-feira, novembro 25, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
Caderno Divino
Hoje vi Deus. Era estranhamente parecido com um colega meu.
Perguntei-lhe se ele era mesmo Deus.
Ele respondeu-me que no Domingo ia chover e que o Benfica ia ganhar 2-0 ao Braga.
Afastei-me.
Ele seguiu-me.
Queria contar-me os segredos do universo.
Eu não quis ouvir.
Eu só queria fazer um Sudoku.
'Vá lá...', pediu ele.
Eu disse que não.
'Vá lá...'
'Não.'
'Vá lá...'
'Não.'
'Vá lá...'
Deus é mesmo chato.
Perguntei-lhe se ele era mesmo Deus.
Ele respondeu-me que no Domingo ia chover e que o Benfica ia ganhar 2-0 ao Braga.
Afastei-me.
Ele seguiu-me.
Queria contar-me os segredos do universo.
Eu não quis ouvir.
Eu só queria fazer um Sudoku.
'Vá lá...', pediu ele.
Eu disse que não.
'Vá lá...'
'Não.'
'Vá lá...'
'Não.'
'Vá lá...'
Deus é mesmo chato.
segunda-feira, novembro 14, 2005
Que raio?
Fechem os olhos.
Mas é mesmo para fechar os olhos.
Não é para ter um olho fechado e outro aberto.
Vá, fechem lá.
Já estão fechados?
De certeza?
Absoluta?
ENTÃO COMO É QUE AINDA ESTÃO A LER ESTE TEXTO?!
Mas é mesmo para fechar os olhos.
Não é para ter um olho fechado e outro aberto.
Vá, fechem lá.
Já estão fechados?
De certeza?
Absoluta?
ENTÃO COMO É QUE AINDA ESTÃO A LER ESTE TEXTO?!
domingo, novembro 13, 2005
sexta-feira, novembro 11, 2005
A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #9
Capítulos anteriores aqui.
Capítulo IX
Foram os salários desse trabalho que pagaram as gotas para os olhos e a prótese da perna que Mariema tanto precisava. Era difícil jogar às damas só com uma perna. Não obstante, Mariema era feliz a trabalhar naquele antro de pedofilia. Os recibos verdes não mentiam. Mas Mariema queria mais. O sonho de se tornar actor/actriz (o processo burocrático de mudança de nome ainda não acabara) continuava vivo. Desde sempre que sonhara em pertencer ao mundo do teatro. Lembrava-se de ser pequeno e ver os boxers do Carlos Quintas, enquanto este mudava de roupa em palco e dizia as suas falas. Mitos urbanos dizem que ele também dançava o fandango. Foi à luz desta lembrança que Zé Tó/Mariema resolveu ir à procura do sonho. Porque, já dizia o outro, o sonho comanda a vida e o mundo é uma bola nas mãos de uma criança. Demitiu-se do seu emprego e foi comprar uma miniatura da Ponte Vasco da Gama, para dela fazer um chapéu. Havia de conseguir entrar na revista “Passa pela Cocaína na Grande Noite da Linda Senhora Amália”, com as participações de Diogo Morgado no papel principal, Fernando Mendes, José Raposo, Maria João Abreu e Anabela no papel de bola de espelhos.
De chapéu na cabeça, partiu, então, para um local de meditação, um território inóspito, isolado do mundo, também conhecido como Olival de Basto. Foi aí, ao comprar uma lata de salsichas numa mercearia, que reparou que tinha amnésia. Decidiu ir a um médico que, apesar de licenciado, apenas falava ucraniano. No entanto, ficaram amigos. Mas Zé Tó, não percebendo a razão de usar um chapéu com a Ponte Vasco da Gama (ainda que lhe apetecesse dizer a alta voz e de braços erguidos: ‘Eu sou a Lisboa Nova!’), deitou-o fora. Diz-se que o chapéu ainda lá está. Abandonado. À espera de ouvir, pelo menos uma última vez, “SALVEM O PARQUE MAYER!”.
O próximo capítulo sairá brevemente. Mesmo brevemente. Para bem do co-autor.
De chapéu na cabeça, partiu, então, para um local de meditação, um território inóspito, isolado do mundo, também conhecido como Olival de Basto. Foi aí, ao comprar uma lata de salsichas numa mercearia, que reparou que tinha amnésia. Decidiu ir a um médico que, apesar de licenciado, apenas falava ucraniano. No entanto, ficaram amigos. Mas Zé Tó, não percebendo a razão de usar um chapéu com a Ponte Vasco da Gama (ainda que lhe apetecesse dizer a alta voz e de braços erguidos: ‘Eu sou a Lisboa Nova!’), deitou-o fora. Diz-se que o chapéu ainda lá está. Abandonado. À espera de ouvir, pelo menos uma última vez, “SALVEM O PARQUE MAYER!”.
O próximo capítulo sairá brevemente. Mesmo brevemente. Para bem do co-autor.
terça-feira, novembro 01, 2005
Mais interactividade
Bate bate levemente
Como quem chama por mim
Será o carteiro ou testemunhas de Jeová
O carteiro não é certamente
E as testemunhas de Jeová não batem assim.
Fui ver
Era ...
[Proponham conclusões nos comentários]
Como quem chama por mim
Será o carteiro ou testemunhas de Jeová
O carteiro não é certamente
E as testemunhas de Jeová não batem assim.
Fui ver
Era ...
[Proponham conclusões nos comentários]
Interactividade
Um pequeno tópico para vocês discutirem nos comentários:
Onda Choc ou Ministars: o que ouviam mais?
Onda Choc ou Ministars: o que ouviam mais?
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