quinta-feira, agosto 31, 2006

G'anda cena, meu! #13

Tim Burton’s Nightmare Before Christmas (1993)

Directed by: Henry Selick
Starring: Danny Elfman, Chris Sarandon, Catherine O'Hara, William Hickey, Glenn Shadix
Summary: Despite having recently presided over a very successful Halloween, Jack Skellington, a.k.a. the Pumpkin King, is bored with his job and feels that life in Halloweenland lacks meaning. Then he stumbles upon Christmastown and promptly decides to make the Yuletide his own.
[in movies.yahoo.com]


Um dos meus filmes preferidos. A história é original, o estilo inconfundível de Tim Burton está bem patente e a banda sonora composta pelo genial Danny Elfman, que também deu a voz à personagem Jack nos momentos musicais, é simplesmente brilhante. Apesar de gostar tanto desta cena como do momento musical 'What's this?', em que Jack descobre Christmastown, acabei por escolher o 'Jack's Lament' visto que contém a imagem de marca do filme.

Nota: /me faz figas para que a reedição do filme a três dimensões, a sair nos Estados Unidos em Outubro, chegue a Portugal.

Ti ti ti titi titi titi titi ti (ringtone da Floribella)

É o Songoku no Canal Um e o Vegeta na Floribella. O meu imaginário infantil está em crise.

P.S.: Corrijam-me se eu estiver enganada, mas a banda da Floribella, dentro da telenovela, ainda não é famosa, certo? Então como é que as próprias personagens têm a própria música como toque de telemóvel?

De uma vez por todas...

...o Snape é bom.

G'anda cena, meu! #14

Good Night And Good Luck (2005)

Directed by: George Clooney
Starring: David Strathairn, Robert Downey Jr., Patricia Clarkson, Ray Wise, Frank Langella
Summary: In the early 1950's, the threat of Communism created an air of paranoia in the United States and exploiting those fears was Senator Joseph McCarthy of Wisconsin. However, CBS reporter Edward R. Murrow and his producer Fred W. Friendly decided to take a stand and challenge McCarthy and expose him for the fear monger he was. However, their actions took a great personal toll on both men, but they stood by their convictions and helped to bring down one of the most controversial senators in American history.
[in www.imdb.com]


Numa palavra: uau! Grande filme. Muitos poderão considerá-lo um pouco chato e sem acção e o facto de ser a preto e branco pode exigir uma mente mais aberta. Mesmo assim, é um filme bem interessante, surpreendentemente bem realizado e ainda melhor interpretado, especialmente por David Strathairn, que, passando à expressão, faz um papelão dos diabos (ainda que tenha perdido o Óscar de Melhor Actor este ano para Philip Seymour Hoffman).

quarta-feira, agosto 30, 2006

G'anda cena, meu! #15

Big (1988)

Directed by: Penny Marshall
Starring: Tom Hanks, Elizabeth Perkins, Robert Loggia, John Heard, Jared Rushton
Summary: Through a carnival wishing machine, a 12-year-old boy is transferred into the body of a 35-year-old man.
[in movies.yahoo.com]


Apesar de eu considerar que este filme é apenas mais um filme entre muitos, adoro este momento. É querido e faz despertar a criança que há em todos nós. Porque o sonho de qualquer pessoa é tocar as músicas 'Heart and Soul' e 'Chopsticks' com os pés num teclado gigante. Pessoalmente, eu contentava-me em saber tocar com as mãos.

G'anda cena, meu!

Durante os próximos dias, irei fazer um Top 15 das minhas cenas favoritas de filmes. Atenção, digo cenas e não filmes, pelo que poderão surgir filmes dos quais não sou grande fã, mas que têm o seu momento de glória. Além disso, muitas das cenas que irei colocar aqui, através dessa maravilhosa invenção que é o YouTube, dizem respeito aos finais dos filmes. Logo se não tiverem visto o filme em questão e não queiram saber o fim, ignorem o post e leiam os outros que também merecem a vossa atenção. Ou então, saiam de frente do computador e vão fazer alguma coisa com a vossa vida. O que vos der mais jeito.

Que comece a contagem decrescente.

Que é como quem diz felicidades à maninha.

Já no próximo dia 9 de Setembro, vou fazer stand-up comedy. O sítio* é grande, mas a entrada é só com convite. Portanto, para aqueles que não o têm, aqui fica o texto que vou levar:

Leitura da Epístola do Apóstolo S. Paulo aos Efésios (Ef 5, 2a. 25-32)

Irmãos: Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela. Ele quis santificá-la, purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida, para a apresentar a Si mesmo como Igreja cheia de glória, sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada. Assim devem os maridos amar as suas mulheres, como os seus corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém, de facto, odiou jamais o seu corpo, antes o alimenta e lhe presta cuidados, como Cristo à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne. É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja.

Palavra do Senhor.

*Igreja de Nossa Senhora da Conceição nas Caldas da Rainha. O evento: o casamento da minha irmã.

Private joke: ao menos não é o da gazela.

sábado, agosto 26, 2006

Kame-hame-ha!

Sou só eu q acho estranho ouvir o 'Songoku' a cantar todos os sábados o 'E Depois do Adeus'?

Estou sempre à espera que o Henrique Feist, no meio da música, se transforme em Super Guerreiro...

sexta-feira, agosto 25, 2006

Bunny!

"Ninguém fala em coelhinhos quando se tem cancro." é, sem dúvida, a frase mais surreal que eu alguma vez disse até ao momento.

Prometo que é o último post sobre Plutão.



Mais imagens aqui.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Em nome da Lua, vou castigar-te!

Lembrei-me agora: o que vai ser da Navegante de Plutão?

sailor pluto


Fonte:
http://www.moonprincess.com/index.php?content=crystaltokyo

Porque é duro ser excluído.

Pluto's not a planet anymore.

Eu, de qualquer maneira, também não queria pertencer ao vosso estúpido clube!

Plutão já não é considerado um planeta.

Em declarações à imprensa, Plutão admitiu: "Agora sei como é que o Gil Vicente se sente."

quarta-feira, agosto 23, 2006

Alguém falou em Jon Stewart?

A estrear lá mais para o fim do ano...



Site oficial do filme.

Coca-cola vs. Pepsi

Situação verídica num restaurante:

- Então, e para beber?

- Eu queria uma Coca-cola, se faz favor.

- Coca-cola, não há; só Pepsi.

- Então, 'tá bem, pode ser.


Cinco minutos mais tarde, noutra mesa não muito distante dali:

- Então, e para beber?

- Eu queria uma Pepsi, se faz favor.

- Pepsi, não há; só Coca-cola.

- Então, 'tá bem, pode ser.

segunda-feira, agosto 21, 2006

Folheando a TVGuia #3: Frases

"De momento, estou em pausa. Mas, em 2007, aguardem. Podem esperar um grande projecto, agora nos Estados Unidos." José Castelo Branco, in Record.

Traduzindo: Em 2007, os Estados Unidos vão sofrer um novo ataque terrorista.

Folheando a TVGuia #2: Frases

"Estão a tentar fazer-me passar por louca, mas eu não sou." Elsa Raposo, in Caras.

Primeira fase de loucura: negação.

Folheando a TVGuia #1

Quem é o FF e porque é que ele tem uma crónica na TVGuia?

(Mas isto também posso ser só eu...)

Fazer um primeiro filme do Garfield é um erro.

Fazer um segundo filme do Garfield é heresia.

Dar a voz do António Feio ao Garfield é o Apocalipse.

Não gosto de miúdos (e não me estou a referir à canja)

"Havia de ser comigo.": expressão muito utilizada quando se vêem crianças a berrar num sítio público e os pais nada fazem.

"Mas tás a chorar porquê?! Não querias o Pingu, não tivesses mandado vir! 'Raisparta' a criança, pá!"

E um 'com licença', não?

Descobri o elixir da juventude e chama-se 'fila para apanhar o Expresso para Lisboa'. Velhinhos que antes tinham quaisquer problemas de locomoção, é vê-los a correr e a atropelar gente para serem os primeiros a entrar no autocarro.

sexta-feira, agosto 18, 2006

'Estás sempre a falar da Suzy Paula mas afinal quem é essa Suzy Paula?!'

ESTA é que é a Suzy Paula!

Suzy Paula - Visitas

Suzy Paula – Visitas (1981)
Podem ouvir a música aqui.

Visitas, Visitas
Há muitas visitas
Que enchem os sonhos, os meus e os teus
São endiabradas
E muito animadas
Depois vão-se embora sem dizer adeus

O Bana e o Flapi
São bem divertidos
O Tom e o Jerry e a abelha Maia
A branca de Neve
E os sete anões
Mas quem melhor voa é o Peter Pan.

Ó meu herói
Boneco animado
Ó meu herói
Traz muitas visitas
Pois…

Visitas, visitas
Há muitas visitas
Que enchem os sonhos, os meus e os teus
São endiabradas
E muito animadas
Depois vão-se embora sem dizer adeus.


Suzy Paula - O Areias

Suzy Paula – O Areias (1982)
Podem ouvir a música aqui.

Anda no deserto e gosta de armar em bom
Pensa que é esperto e que tem um ar de bom-tom
E tem a mania
De que é muito elegante
Diz que não é nenhum elefante
Arma-se em valente
E lança logo um grunhido
Tem as patas altas e um andar muito mexido
Já andou na guerra
E nunca, nunca foi vencido
Mas é muito convencido
E diz com o ar mais superior
Que só lhe falta ser doutor
E acha que é
De entre todos o mais belo

O areias é um camelo
Tem duas bossas e muito pêlo
É muito alto e refilão
É engraçado e espertalhão
E agora está como ele quer
Está no jardim p’ra gente ver.

O Areias é um camelo
Tem duas bossas e muito pêlo
É muito alto e refilão
É engraçado e espertalhão
O Areias virou canção

Bebe pouca água
E não tem medo do frio
Farta-se de andar
Com o estômago vazio
Já andou na guerra
E nunca, nunca foi vencido
Mas é muito convencido
E diz com o ar mais superior
Que só lhe falta ser doutor
E acha que é
De entre todos o mais belo

Refrão – bis

terça-feira, agosto 15, 2006

segunda-feira, agosto 14, 2006

A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #21

Capítulos anteriores aqui.

Capítulo XXI


Analepse: nuvens escuras e relâmpagos cercam um castelo no alto de uma colina apenas alcançável através uma ponte de madeira pouco estável sobre um precipício. Fade-in. Dentro do castelo, um senhor de jardineiras, camisa vermelha aos quadrados e cabelos brancos trabalha arduamente na sua obra. Por entre o troar dos trovões, um riso maléfico e tresloucado cresce de intensidade.

- FUNCIONA! MWAHAHAHAHAHAHAHHA!!!

O senhor de jardineiras, camisa vermelha aos quadrados e cabelo branco afasta-se, deixando ver uma máquina do tamanho de um rebuçado, que de cinco em cinco segundos, expele uma nuvem de fumo. Por cada nuvem de fumo, vê-se uma sombra. Em cada sombra, vê-se a mesma silhueta do senhor de jardineiras, camisa vermelha aos quadrados e cabelos brancos.

- Vão, meus lindos! Façam com que o mundo não se esqueça de mim outra vez! Hi hi hi hi hi!

E assim nasceu o exército de Avôs Cantigas.

***

Zé Tó abriu os olhos e ficou chocado com a cena que se apresentava diante dos seus olhos. Quatro Avôs Cantigas seguravam-no, enquanto um quinto se preparava para lhe dar um murro no estômago. Ao redor, outros Avôs Cantigas destruíam a paisagem e atacavam Mickael Carreira como se não houvesse amanhã. Ouvia-se uma gargalhada malévola que mais parecia vir do céu. Ao olhar para cima, Zé Tó viu o que supunha ser o verdadeiro Avô Cantigas montado no Palhaço Croquete que abanava freneticamente umas folhas de palmeira, logo, planando.

Zé Tó contorcia-se de dor à medida que o Avô Cantigas número 567/32 lhe esmurrava o estômago repetidamente, enquanto cantava “Eu sou o Avô Cantigas / Todas as crianças são minhas amigas.”. Foi ao ouvir estas palavras sábias que Zé Tó, num rasgo de inteligência vinda dos confins do seu subconsciente, perguntou a este Avô Cantigas:

- Mas se tu és o Avô Cantigas, quem são estes quatro que me seguram?

Logo responderam os Avôs Cantigas que lhe seguravam os braços e as pernas:

- Ei, EU é que sou o Avô Cantigas!

- Mas EU é que sou o Avô Cantigas!

- Não, EU é que sou o Avô Cantigas!

A discussão chegou a tal ponto que os clones começaram a atacar-se uns aos outros, culminando na sua destruição absoluta. Ironicamente, o homem que procurava relembrar às pessoas quem era, viu o seu exército morrer atormentado por uma crise de identidade.

- NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!! - exclamou o verdadeiro Avô Cantigas. - Maldito sejas! Perseguir-te-ei até ao fim dos teus dias! – e partiu para longe mais o seu Croquete.

Zé Tó decidiu abandonar aquela cena desoladora e, ainda dorido, começou a andar. À medida que andava, a paisagem à sua volta ia retomando a sua normalidade. É claro que Zé Tó continuava a sua jornada no País da Farfalhuda e aí normalidade significava coelhos com a cabeça do José Rodrigues dos Santos saltitando planície fora ou acasalando com javalis com a cabeça da Judite de Sousa.

Poucos passos depois, Zé Tó chegou a uma bifurcação.

odisseia cap21


Zé Tó, obviamente, virou à direita.

Próximo capítulo aqui, caso o Carlos Alberto Vidal não tenha ainda processado os autores.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Onde é que será que meti as...?

Artigo completo aqui.

"One giant blunder for mankind: how NASA lost moon pictures

THE heart-stopping moments when Neil Armstrong took his first tentative steps onto another world are defining images of the 20th century: grainy, fuzzy, unforgettable.

But just 37 years after Apollo 11, it is feared the magnetic tapes that recorded the first moon walk - beamed to the world via three tracking stations, including Parkes's famous "Dish" - have gone missing at NASA's Goddard Space Centre in Maryland.

A desperate search has begun amid concerns the tapes will disintegrate to dust before they can be found. (...)"

Isto deve alimentar mais umas quantas teorias da conspiração...

quinta-feira, agosto 10, 2006

Luciana Abreu chora.

A propósito de eu ter dito que a Floribella era comuna, uma comentadora anónima disse:

"voxex n tem rexpeito nenhum plax pexxoax q xonham c exta novela..prinxiplmnt ax crianxax.. tu criticax td, sera q ex feliz??xera q conxeguex sonhar?"

Querida anónima (vou assumir que és uma rapariga e que tens vergonha de afirmar que vês a Floribella, daí que não tenhas assinado o comentário.)

Visitaste o meu blog e mesmo que tenha sido através de uma pesquisa no Google por 'Floribella', por isso te agradeço. Mais te agradeço por teres comentado e expresso a tua opinião. Dar a cara por alguma coisa, dizer abertamente aquilo que se pensa não é fácil. Tiro o meu chapéu em tua honra, Anónima.

Analisando o teu comentário, e sem querer armar-me em superior, surpreende-me que saibas sequer o significado da palavra antítese. Mas não é por isso que te respondo. Respondo-te para dizer que tens razão. Eu critico tudo porque, no fundo, e ao contrário de Floribella, sou pobre em sonhos. Os meus pés estão demasiado assentes na Terra. Ó nefasta gravidade!

Também não tenho qualquer respeito pelas criancinhas, essas sonhadoras de primeira. Aliás, eu como-as ao pequeno-almoço. Eu tenho, no entanto, respeito pelas opiniões dos outros. Por isso, acho bem que vejas a novela. E acho bem que sonhes com ela. E acho bem que a defendas. Mas também acho bem eu poder escrever um texto longo e absurdo sobre a letra da Floribella.

Mais uma vez obrigada pelo comentário e volta sempre.

Cumprimentos floribellianos,

Ass.: A infeliz e triste autora deste blog.

terça-feira, agosto 08, 2006

Morra o Noddy. Morra, pim!

Por favor, parem de abrir as alas ao Noddy. Chega!

Metaforicamente Falando #4

Pobres dos Ricos

Pobres dos ricos, que tanto têm
P’ra que é que serve tanto dinheiro?

Pois faltam sonhos, falta vontade
Falta o tempo e a liberdade

Vivem com medo de perder algo
Muita arrogância e muita ganância

Falta o tempo e a esperança
Falta a alegria e o sol da manhã

Pobres dos ricos, que sem verdade
Vivem a vida sem liberdade

Não tenho nada
Mas tenho, tenho tudo
Sou rica em sonhos
E pobre, pobre em ouro

Pois não me importa
Pois só por ter dinheiro
Não compro amigos, estrelas
Um amor verdadeiro

Eu tenho sorte, pois sendo pobre
Sobra-me tempo e tenho sonhos

Pois tenho o mundo na minha mão
Não há tristezas nem solidão

Vem ter comigo, vamos cantar
Pois nunca é tarde para sonhar

Pois tenho todo o tempo do mundo
Porque me sobra cada segundo

Tudo o que tenho é dividido
O melhor da vida são os amigos


Floribella


A antítese presente no primeiro verso do poema e a pergunta retórica do segundo verso abrem o poema, definindo exactamente o seu tema: a constante dicotomia ricos/pobres, acentuada, inclusive, pela divisão visível do poema: na primeira parte, antes do refrão, descrevem-se os ricos, aos quais se seguem os pobres, após o refrão, simbolizando assim a hierarquia social do mundo contemporâneo. Estes dois grupos são, sem sombra de dúvida, dois grupos separados e distintos, em que o primeiro é cobarde, arrogante, ganancioso (“Vivem com medo de perder algo/Muita arrogância e muita ganância”) e vive enclausurado nas trevas (“Faltam a alegria e o sol da manhã/Pobre dos ricos, que sem verdade/vivem a vida sem liberdade”). Os pobres, por outro lado possuem tempo, muito possivelmente devido ao desemprego, cantam felizes e, acima de tudo, sonham. Sim, porque Flor é uma sonhadora; nela, a utopia não acaba, como é justificado pelo facto de a palavra ‘sonho’ aparecer três vezes ao longo do poema.

O refrão tem a função de sumariar toda a temática do poema. Logo no primeiro verso, a dupla negativa (“não tenho nada”) prenuncia o “tudo” que Floribella parece possuir. Ela deixa bem claro a qual dos grupos pertence, mas isso não é razão para a desmoralizar, porque ela pode não ter “ouro” mas, aparentemente, tem “amigos, estrelas, um amor verdadeiro”, numa gradação crescente, onde são definidas as suas prioridades. A própria rima emparelhada dos últimos dois versos é uma rima rica, provando que os amigos, as estrelas e o amor verdadeiro são, de facto, as verdadeiras riquezas de uma pessoa.

Num plano mais profundo, este poema fala dos ideais comunistas personificados na personalidade de Flor. Flor é pobre, critica os ricos e o seu modo de vida e visto que ela nunca se cansa de realçar que é uma sonhadora, pode-se afirmar com bastante certeza que Flor é uma socialista utópica. Pelo tom de voz eufórico e agudo com que, ao invés de cantar, grita e clama, pode-se também prever que ela será uma presença garantida na próxima Festa do Avante.

A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #19

Capítulos anteriores aqui.


Capítulo XIX


Foi perante uma grande audiência, que Zé Tó fez uma das suas maiores actuações de sempre. No fim, até recebeu uma ovação de pé. Zé Tó agradeceu e fez uma vénia. Foi então que os seus olhos, roubados a uma criança como se fossem chupa-chupas, caíram, saltitando e rolando pelo chão até acabarem numa sarjeta. A verdade é que os olhos eram demasiado pequenos para encaixarem devidamente nas suas cavidades oculares. Zé Tó partiu então à procura dos seus antigos olhos às apalpadelas, mas em vão. Desistiu dessa sua busca e decidiu comprar um olho de vidro e uma pala que estavam em promoção numa banca daquelas que se vêem à beira da estrada como quem vai para o Algarve pela estrada velha não pela auto-estrada que por aí já não se vê nada uma pessoa vai é a duzentos à hora nem parece que está de férias porque uma pessoa que está de férias quer é ir devagar para ver a paisagem e os camionistas peludos que exibem os seus fios de ouro, galhardetes do Benfica, posters de mulheres nuas e luzes de Natal enquanto estacionam as suas máquinas no parque de estacionamento do restaurante no Canal Caveira.

Zé Tó, viu-se assim, através de uma digressão literária, transportado até ao Baixo Alentejo, a caminho do Algarve, esse antro de turistas estrangeiros que fazem nudismo e prendem os filhos com trelas. Foi ao chegar à linha ténue que divide o Alentejo do Algarve, que Zé Tó reparou que o homem de capa negra da Sandeman já não estava lá.

“O mundo é efémero.”, pensou. “Para onde terá ido o homem de capa negra? Que caminhos tomou? Terá casado e tido filhos? Pequenos seres de olhos esbugalhados e de capa negra em número suficiente para formar uma tuna?”

Nisto, ouviu-se ecoando ao longe, ainda que nitidamente:

“A mulher gorda a mim não me convém
o me convém
Não me convém…


Próximo capítulo aqui. Não, esperem! É aqui.

domingo, agosto 06, 2006

O 'Lago dos Cisnes': cancelamento do espectáculo devido à gripe das aves.

Ballet é o tipo de dança mais estúpido de sempre, não só pelos fatos cor-de-rosinha que colocam a pessoa que os usa em perigo perante um pavão com o cio, como pelo esforço que é absurdamente exigido.

'Ó p'ra mim a saltitar enquanto todo o meu peso corporal é suportado pelo meu dedo mindinho do pé.'

Quero dizer, se Deus nos deu calcanhares, por alguma razão foi.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Meu querido mês de Agosto...

Numa qualquer praia portuguesa...

- Jean-Pierre, tu vais tombez!
- Jean-Pierre, tu vais tombez!

*Bonk*

- Filho da mãe! Então eu não te disse que ias cair, João Pedro?!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Humor #000000

O que diz um geek racista?

"Não gosto de #000000s."

I heart YouTube



quarta-feira, agosto 02, 2006

Ajoelhem-se perante este Senhor. Já.



George Carlin - Modern Man.