Segunda-feira, Julho 31, 2006

A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #17

Capítulos anteriores aqui.

Capítulo XVII


- QUANDO ME DISSESTE QUE IA FAZER O JOGO DA MALA, NUNCA PENSEI QUE FOSSE ISTO, SEU SACANA DE MERDA!!! – gritava Jorge Gabriel, a sua voz abafada pelo cabedal da mala onde se encontrava.

Zé Tó sentia-se embaraçado. Todos no Expresso ouviam os gritos do apresentador de televisão e olhavam para Zé Tó como se este comesse criancinhas.

Aparentemente, Paulo China havia desancado no Jorge Gabriel por este lhe ter comido o último donut com pepitas de chocolate. O apresentador nunca pensou que tal acção pudesse desencadear a transformação de Paulo China no esverdeado Incrível China. “CHINA…QUER…DONUT!!”, foram as últimas palavras que Jorge ouviu, antes de acordar dentro de uma mala num Expresso a caminho de Fátima.

Ao chegar ao seu destino, Zé Tó teve finalmente oportunidade de abrir a mala e retirar, de entre boxers e vestidos de gala, o Jorge Gabriel, que continuava a barafustar.

- Filho de uma mãe… – murmurou Jorge, enquanto retirava da boca uma peúga branca com a raquete da Naike.

Zé Tó que continuava a ser olhado e comentado por toda a gente que passava, incluindo um homem sem dentes, sem braços, de joelhos em sangue e com restos de velas nos cantos da boca, fartou-se. Pegou no Jorge Gabriel e exibindo-o, pregou:

- OLH’Ó APRESENTADOR DE TELEVISÃO A 50 ÉRIOS!! É do melhor que há! É A 50 ÉRIOS!

Logo acorreram velhotas a querer comprar o Jorginho.

- OLHE AS FOTOS DOS MEUS NETOS!! – gritavam umas.

- EU QUERO GANHAR O CABAZ!! – gritavam outras.

Zé Tó vendeu-o rapidamente e contando o dinheiro, dirigiu-se ao Museu da Cera. Quando levantou a cabeça, viu que, lado a lado caminhando com ele, ia o espírito da Irmã Lúcia.

Próximo capítulo já, já, já a seguir aqui.

Domingo, Julho 30, 2006

Corrijam-me se eu estiver enganada...

...mas quanto ao adversário do Benfica, sou só eu que acho que deve ser 'Viena de Áustria' e não 'Áustria de Viena'?

Sexta-feira, Julho 28, 2006

Bom fim-de-semana.

Anaoj - www.o-da-joana.blogspot.com diz:
já há algum tempo que não me acontecia ficar sem ideias para o blog.

Automatonophobia diz:
lol
posso dizer-te uma palavra aleatória e a partir daí desenvolves um post

Anaoj - www.o-da-joana.blogspot.com diz:
ok. vou tentar.
força

Automatonophobia diz:
cola UHU
(é o que tenho mais próximo de mim neste momento)

Anaoj - www.o-da-joana.blogspot.com diz:
novo slogan da cola UHU: 'Cola UHU: não confundir com UHF!'
apesar de ser essa a cola que o antónio manuel ribeiro use para manter o cabelo na cabeça.

Quarta-feira, Julho 26, 2006

O melhor insulto do ano

És egocêntrica; para ti o mundo gira à tua volta. E gorda como és, não admira que o ano tenha 365 dias.

Como prato principal... pode ser uma ervilha, sff.

O preço de uma refeição num restaurante é inversamente proporcional à quantidade de comida que vem no prato.

Como se tornar um(a) escritor(a) famoso(a) em apenas 10 passos

Itens necessários:
. Ligação à Internet.
. Preservativo.
. Advogado.
. Tapete Persa.

1. Utilizando a ligação à Internet, pesquisa um tema polémico/tabu em vários blogs e na Wikipédia. Nota: Não pesquises sobre dogmas religiosos.

2. Retira e compila alguns dos textos desses mesmos blogs e dos artigos da Wikipédia. Se possível, inventa qualquer coisa; por muito disparatada que seja, estará tão misturada entre os factos e o estilo, que ninguém dará por isso.

3. Arranja uma cunha numa editora. É aqui que entra o preservativo.

4. Publica um livro com os textos do passo 2.

5. Publicita o teu trabalho: sessões de autógrafos, sessões de leitura e, acima de tudo, não recuses convites para entrevistas, especialmente se forem em programas de televisão do canal :2.

6. Nessas entrevistas, sê vago ao responder às perguntas e utiliza expressões como 'a navalha de Ockham' e 'o imperativo categórico de Kant'.

7. Aceita escrever crónicas para jornais e revistas. Repete o passo 2.

8. Após alguns anos de fama, serás acusado(a) de plágio por autores conceituados e invejosos. Usa o advogado. Ganha o processo e, de seguida, processa os difamadores.

9. Abre as portas da tua casa à revista Caras, coloca o tapete persa no chão para as fotografias e queixa-te como sofreste durante o processo de tribunal injusto.

10. Se após todo este processo, a fama começar a desvanecer-se, repetir todo o processo. Nota: escolher outro tema de pesquisa.

Próxima lição: como se tornar no melhor actor nacional aos 20 anos utilizando drogas, um carro e um eucalipto.

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Não sei como o encontraram mas...

...foi descoberta a verdadeira localização do Santo Graal. Está no cu de Judas. Ele não devia ter traído Jesus e aprendeu isso da maneira mais difícil.

A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #15

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Capítulo XV


De súbito, Zé Tó teve uma epifania. Não era do Fernando Mendes que ele precisava mas sim do Jorge Gabriel. Esse grande senhor que antes punha lagartos na cabeça das pessoas e agora é comentador barra treinador de futebol, numa das maiores evoluções de carreira alguma vez vista, podia ajudar Zé Tó a fazer a transição do Monopólio dito normal [apesar do senhor de bigode e cartola por diversas vezes se ter insinuado a Zé Tó] para o Monopólio Especial do Mundial de Futebol.

Zé Tó elaborou, portanto, uma carta explicativa da sua situação, dirigida ao respeitável Jorge Gabriel e que dizia o seguinte:


“Exmo. Sr. Jorge Gabriel,

Venho por este meio requerer o seu auxílio nesta minha luta por um lugar no mundo do futebol.

Desejo tornar-me um empresário de sucesso neste ramo e sei que só o senhor me poderá ajudar, devido à sua vasta experiência como treinador de futebol e apresentador de programas da manhã (não é para me gabar mas tenho em formato VHS todos os episódios da Praça da Alegria desde que o senhor substituiu o Manuel Luís ‘o-mundo-gira-à-minha-volta’ Goucha).

O meu número de telefone é o 91 xxx xx xx*. Por favor, contacte-me o mais rapidamente possível.

Sem mais assunto,

Com os melhores cumprimentos,

Zé Tó”

A resposta não tardou a chegar por SMS:

“Zé Tó, vouh a kaminhuh. levuh Pauluh Xina cumiguh. a-té jáááááááá.”

E Zé Tó sorriu.

*Para proteger a privacidade de Zé Tó, os autores não divulgarão o seu contacto.

Não percam o próximo episódio aqui, que nós também não.

Domingo, Julho 23, 2006

Vai a penalties?

house vs. god

Sexta-feira, Julho 21, 2006

Do João Pequeno que não é 'Pequeno' à toa...

Reflictam sobre alguns excertos da versão traduzida e aparentemente adaptada do livro ‘Robin dos Bosques’, de Howard Pyle [título original: ‘Some Merry Adventures of Robin Hood’], edição da Colecção Geração Público:

“Vestiu uma cota de malha de fino aço e sobre ela uma leve jaqueta de tecido de Lincoln (1); pôs na cabeça um capacete também de aço e cobriu-o com um outro de couro mole e esbranquiçado, no qual baloiçava uma pena de galo; e à cinta colocou uma magnífica espada, em cuja lâmina azulada, larga e bem temperada, estavam desenhadas estranhas figuras de dragões e mulheres aladas.

Assim ataviado, com o brilho do aço a mostrar-se aqui e ali, quando os raios solares incidiam sobre as malhas da cota reluzente, que a jaqueta verde deixava a descoberto, Robin era de facto uma figura galharda.” [Cap. X]
(1) A expressão 'pano verde de Lincoln' aparece 14 vezes ao longo do livro.


“Todos os olhos se fixaram num jovem elegante e vistoso que descia a estrada vagarosamente. Tanto o traje como as meias eram escarlates e pendia-lhe da cinta uma bela espada com a bainha marchetada de ouro. Cobria-lhe a cabeça um barrete de veludo escarlate com uma enorme pena que lhe caía por detrás da orelha; e o cabelo. Loiro, comprido e frisado, espalhava-se-lhe sobre os ombros. Na mão levava uma rosa cujo perfume aspirava com atestação, de vez em quando.
- Por minha vida – riu-se Robin – que nunca vi camarada tão galante e afectado!
- Realmente – assentiu Artur Bland (2) – os seus trajes são demasiado bonitos para o meu gosto, mas repara que tem ombros largos e cintura estreita. Vês como os braços pendem do corpo, sem caírem inertes, antes tensos e dobrados pelo cotovelo? Aposto que debaixo daqueles tecidos se escondem articulações fortes e rijos músculos.” [Cap. VIII]
(2) O Artur Bland está para o Robin dos Bosques como o Sam está para o Frodo.


“- Eis o vosso alvo, companheiros – anunciou Robin – cada um atirará três setas e aquele que falhar o alvo, nem que seja uma vez, apanhará uma bofetada de Will Escarlate.
- Ouçam esta! – proferiu frei Tuck – Porque é, chefe, que ofereces sopapos do teu corpulento sobrinho como se fossem pancadinhas de amor de alguma donzela?” [Cap. XII]

“- Serás o meu braço direito porque nunca em minha vida vi jogar o pau como tu.” [Cap. I]

“- Espera! Vamos primeiro medir os nossos varapaus, que o meu é maior e não quero aproveitar-me dessa vantagem, nem que seja só dum centímetro.
- O comprimento não me aflige. O meu varapau chega para abater um bezerro (…).
E ambos empunharam os respectivos varapaus e aproximaram-se, com olhares torvos um do outro. (…) o solo ficou revolvido pelos calcanhares dos dois contendores e a respiração tornou-se-lhes penosa, arfando como bois ao arado. João Pequeno era quem mais acusava o esforço de desabituado que estava; as suas articulações já não tinham a mesma flexibilidade que antes de viver com o xerife. (…)
- Parece-me que tenho todas as costelas quebradas. Nunca pensei que houvesse um homem capaz de me fazer o que tu me fizeste.” [Cap.VII]

Super Moine

Deixo-vos aqui uma curta-metragem animada, 'Super Moine', de autoria dos Supamonks.

Ê, toiro lindo...

Há o Grupo de Forcados Amadores de Santarém, há o Grupo de Forcados Amadores de Montemor, há o Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita... Mas não há profissionais neste ramo ou quê?

Terça-feira, Julho 18, 2006

Quando o telefone toca...

Acabei de receber um telefonema. Era Deus. Ele pede desculpa pelo José Carlos Malato.

O desktop de Deus

[cliquem para ver melhor]

God's Desktop

Domingo, Julho 16, 2006

Estatística: telenovelas da TVI, 24; testes de ADN, 27.

Outra telenovela da TVI que acabou. Para quem perdeu o último episódio, foi mais ou menos assim:

A filha que se ia casar com o irmão não sabia que este era o irmão dela e só soube porque durante o casamento apareceu aquele que ela julgava que era seu irmão mas que afinal não era e tentou acabar com o casamento porque não interessava o facto de eles serem irmãos e até porque eles já tinham um filho juntos. De repente aparece a mãe da filha e começa num pranto a dizer que ela afinal não é filha do pai, marido da mãe, mas sim filha do pai do homem com quem ela se ia casar, homem esse que ela pensava que amava mas afinal não amava e que afinal era seu irmão, facto que ela não sabia até à chegada da mãe que nunca tinha contado isto porque tinha medo que o pai que afinal não era pai da filha a matasse. Quer a filha da mãe que se ia casar, quer o filho do pai que afinal também era pai da filha da mãe perceberam que não se podiam casar porque eram irmãos. Entretanto o pai que afinal não era pai da filha insurge-se e diz que tudo aquilo é falso, altura em que surge outra personagem e diz que tudo isto é verdade porque acabou de ler no livro de memórias do pai de ambos os noivos que agora sofre da doença de Alzheimer e aparentemente anda com o livro de memórias para todo o lado inclusivé para um casamento. O pai que afinal não era pai da filha pede um teste de ADN e no fim sabe-se que ele, de facto, não é pai da filha. Assim a filha que agora não perdoa a mãe por ter escondido este segredo por tanto tempo pode ser feliz com aquele que julgava ser seu irmão mas afinal não era e não com aquele que julgava não ser seu irmão mas afinal era. Para concluir, a mãe da filha faz uma viagem para fugir aos problemas, a má da fita leva com ácido na cara e ninguém matou o António.

Fim.

Sábado, Julho 15, 2006

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A razão mora aqui ou aqui.

É com este detergente com quem (?) eu quero lavar...

O mais recente anúncio do Skip alertou-me para o facto que o Apocalipse está para vir.

Quarta-feira, Julho 12, 2006

'Kudos to you, my dear friend'

A propósito deste post, euprópria disse:

não é "que hão-de".. "é que há-de"...

se você pode corrigir dulce pontes, então eu posso corrigi-la a si =)

Respondo numa palavrinha:

Touché.

Terça-feira, Julho 11, 2006

A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #13

Capítulos anteriores aqui.


Capítulo XIII


Ao chegar a Sta. Apolónia, Zé Tó parou. Parou porque as duas ex-freiras em cuecas e o senhor de barbas e túnica branca (e sandálias) que carregava nos braços um anão que não era maior do que uma colher de pau pararam. Zé Tó, intrigado, mas sem largar o machado, dirigiu-se a eles e perguntou-lhes delicadamente porque haviam parado. Eles não responderam; ao invés, arrancaram-lhe o machado da mão e começaram a desancar nele. No Zé Tó. Não no machado. Isso não faria sentido. Idiota, porque raio pensaste que seria no machado? ‘Tás parvo(a)?

Zé Tó levou uma sova da qual não se iria esquecer tão cedo. Não tanto pela gravidade das feridas, mas pela situação caricata de que estava a ser alvo: duas ex-freiras em cuecas pontapeavam-no enquanto um homem barbudo de túnica branca e sandálias arremessava contra ele um anão de nome Tadeu, pouco maior que o Marques Mendes.

Após duas horas, o homem de sandálias, o anão e as duas ex-freiras em cuecas desistiram de bater no pobre Zé Tó e decidiram ir para o Elefante Branco, onde ficaram durante duas horas, altura em que o Corpo de Intervenção chegou com o propósito de fazer uma rusga.

Quanto a Zé Tó, este estava no chão. Com a vista enevoada, pareceu-lhe ver um vulto feminino. Era Ana Malhoa. Ela ajoelhou-se perto dele e colocou a sua mão no dedo mindinho de Zé Tó. Subitamente, ela desapareceu e Zé Tó estava curado. Levantou-se. Até a perna lhe tinha crescido de volta. Compôs-se: atirou a prótese para o lixo, ajeitou a gravata e limpou a espuma que saía da sua boca. Olhou em redor e reparou que um homem se aproximava.

- Ora boa tarde, são dois contos, se fizer favor. – disse o homem.

Zé Tó ficou embasbacado, a olhar para este homem.

- Dois contos, por obséquio. – repetiu o homem que retirou uma laranja do bolso e a começou a descascar.

- Porquê? – perguntou, finalmente, Zé Tó.

- Está só de passagem e esta estação pertence ao outro jogador. Se fizer favor… - pediu o homem, estendendo a mão.

Zé Tó percebeu. Começou a fugir. Passou pela Rua Augusta e pelo Rossio, só parando na Avenida Fernão de Magalhães. Viu que vinha um outro homem atrás dele.

- Ó home’! Tome lá os seus dois contos da Partida!

Zé Tó recebeu os dois contos, ainda que os tivesse de devolver de imediato ao senhor de Sta. Apolónia. Felizmente a Avenida onde ele se encontrava não pertencia a ninguém. Zé Tó comprou-a ele mesmo. Três voltas depois, comprou o Campo Grande e construiu um hotel. Por duas vezes, teve de ir para a prisão, de onde saiu de ambas as vezes devido a um double de três.

Zé Tó tornou-se, assim, um empresário de sucesso. Mas um dia, parou para pensar. Quem seria o seu adversário, adversário esse que parecia possuir todas as estações assim como a companhia de electricidade e a companhia das águas? Porque nunca lhe tinha calhado um double de setes? Porque nunca lhe tinha saído uma pergunta sobre Artes & Espectáculos?


Pelo ritmo disto, o próximo capítulo sairá aqui dentro do próximo ano.

Tenho demasiado tempo nas mãos... #2

Os 'sentido sem posts' têm a partir de agora direito a espacito próprio.

Sentido Sem Posts

Visitem.

Sentido Sem Post #9

Quis apagar a luz. Digo ‘quis’ porque ela não se apagou. Tentei apagá-la novamente. Ela recusou-se a apagar. E quando digo ‘recusou’, não me refiro a uma qualquer lei da física que tenha impedido a luz de se apagar. Não. Esta luz recusou-se, no verdadeiro sentido da palavra, a apagar.

- Não.

Intrigada por esta reacção, perguntei-lhe porquê.

- Porquê?

- Preferia não o fazer. – respondeu ela.

Ia jurar que cruzava os braços e fincava o pé, mas as lâmpadas parecem não possuir tais características humanas.

Estranhei. Uma lâmpada deve exercer a sua função, isto é, iluminar um determinado espaço físico, mas apenas durante um determinado espaço de tempo, consoante as necessidades do ser humano.

- Estou farta dessa função.

Aparentemente, eu tinha pensado em voz alta.

Procurei uma cadeira. Havia decidido discutir esta questão com uma simples lâmpada.

- Sou subvalorizada. – confessou ela ao fim de um tempo. – Não ilumino só um espaço físico.

- O que mais iluminas tu? – perguntei eu, então, inocentemente.

- O espírito. A alma. A mente.

Fez-se silêncio. Estava a tentar digerir ainda as palavras da lâmpada. Não tendo a certeza do que ela queria dizer, pedi-lhe para desenvolver.

- Não sou eu figurativamente utilizada para descrever o aparecimento de uma ideia?

- De facto. – concluí.

- Não sou eu uma referência utilizada para descrever um século da vossa história, o Iluminismo?

- A ‘Idade das Luzes’, sim. – Mais uma vez, a lâmpada tinha razão.

- Eu estou associada ao saber, ao conhecimento, à descoberta, à razão, à clareza de espírito. Apagar-me seria negar todos esses valores.

- Compreendo o que queres dizer, mas e se todas as lâmpadas do mundo fizessem o mesmo? As contas de electricidade seriam muito caras.

- Infelizmente, muitas lâmpadas iluminam mas não são iluminadas.

Reflecti nas suas palavras por um momento e percebi. Sorri. Levantei-me e ao sair da sala, pedi-lhe em voz baixa:

- Então, nunca te apagues.

No dia seguinte, a lâmpada havia sido substituída.

- Onde está a antiga? – perguntei.

- Foi para o lixo. Não se apagava. Estava estragada.

Segunda-feira, Julho 10, 2006

Ana Malhoa-gate.

O lagostim chegou primeiro que o gato.

Foi assim que surgiu o dilúvio.

A luz falhou/piscou na minha casa por breves instantes levando o meu computador a reiniciar por si mesmo, no exacto momento em que escrevia no meu 'subnick' do Messenger:

"Eu sou Deus. A prova é que existe um 'eu' em Deus.".

Acho que vou encarar isto como um sinal.

Domingo, Julho 09, 2006

A bela da piada #2

O que é que uma almofada diz para outra?

Nada, idiota, as almofadas não falam.

Pff...

A selecção regressa.

Procura-se bom senso.

Porque é óbvio que 10 milhões de portugueses o perderam.

Sábado, Julho 08, 2006

Três tristes... ratos?

O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia.

E por isso, o rei mandou matar o rato.

Sentido sem Post #8

Um dia, Manel e Maria deixaram de se amar. A chama da paixão ardente que os havia unido há 34 anos morrera. Há muito que não conseguiam dizer um ao outro mais do que 'Bom dia.' ou 'Já ordenhaste a vaca?'. Uma vez, durante um jantar, caracterizado por um silêncio constrangedor que já nenhum deles parecia, no entanto, reparar, o seu cão Snoopy apareceu. Trazia consigo uma boneca de trapos, suja, pisada, mordida, rasgada pelo tempo como um sofá de pele numa casa com trinta gatos.

"Porque é que nunca tivemos filhos, Manel?", Maria quebrou o silêncio, fazendo ecoar a sua voz pela cozinha fria e triste.

"Não sei, Maria. Não sei.", respondeu Manel, num tom pesaroso e melancólico, trazendo-lhe à memória que esta era a mesma resposta que havia dado quando Maria o questionou sobre a localização do seu xaile azul de renda.

O silêncio voltou a cair, tão certo como uma bola de bowling nos cai em cima de um pé.

No dia seguinte, Manel saiu de casa à hora normal, às cinco da manhã, para tomar o lugar na sua rotina diária: alimentar os animais, dormir, alimentar os animais, dormir, comer, dormir, comer, ordenhar a vaca, ver os Morangos com Açúcar e comer. Mas os Morangos com Açúcar começaram e Manel não estava lá. Ao constatar isto, Maria, pela primeira vez em muito tempo, sentiu que o seu homem ainda lhe fazia falta. Sentiu que ainda o amava. Sorriu. Conhecendo a sua rotina, Maria foi ver se Manel ainda estaria a ordenhar a vaca. Ao chegar, tudo o que lá estava era o balde.

Apenas o balde.

Porque quando um homem deixa uma mulher, tudo se resume ao plástico.

'Que hão-de guiar-te à vitória!'. Ou talvez não.

Irrita-me o facto de todos, jornalistas, comentadores e adeptos, congratularem a selecção pelo bom trabalho que fez.

A selecção está entre os quatro melhores do mundo mas não ganhou. O 'Felipão' é um bom treinador mas nunca ganhou nada com a Selecção portuguesa. Os jogadores lutaram [com a Holanda, quase literalmente], mas não fizeram o suficiente.

Perdemos. Paciência, fica para a próxima. Agora, não me venham com a atitude do 'coitadinho, foi o melhor que conseguimos'. Não foi.

O melhor seria ter ganho.

E o mundial de '66 continua a ser a melhor campanha da Selecção Nacional.

My Bloody Murder

Apresento-vos a minha versão da música 'I Could've Danced All Night' do filme/musical 'My Fair Lady'.

Blood, blood, I can’t get enough
I need to feel its smell just one more time
Stab, shoot; there’re so many ways
It is simple to commit a crime.

I wanna kill someone
I wanna kill someone
And still dance on one’s grave
I wanna chop one’s limbs
Fulfill all of my whims
Nobody will be safe.

I feel this urge
I need to slaughter
You won’t survive
So won’t need a doctor.

I only know that I
I want to kill some guy
I want to kill, kill, kill
Tonight.

“You are insane now
Don't you agree now
You ought to be in jail.”

I’m gonna kill someone
I’m gonna kill someone
And still dance on one’s grave
I’m gonna use a blade
Or throw a hand-grenade
Nobody will be safe.

And when you think
Life’s going great for you
I’ll hit you with
my Subaru.

When you least expect
I’m gonna break your neck
I’m gonna kill, kill, kill
Tonight.

“Call the police, dear.
He has a gun, dear.
Ouch, he just shot me twice.”

I’m going after you
I’m going after you
You won’t know when or where
I’ll make it seem as you
just went to Timbuktu
No one will even care.

Your life will flash
Right through your eyes
Before your body
turns into pies

So now prepare to die
Just say your last goodbye
I’m gonna kill, kill you
Tonight!

Sexta-feira, Julho 07, 2006

A criança que há em mim diz: 'Co-co!'

Os desenhos animados mais queridos, amorosos e fofos do mundo estão novamente nomeados para um Emmy.

'Foster's Home for Imaginary Friends' é da autoria de Craig McCracken, o mesmo autor das 'Powerpuff Girls', e tem como premissa a ideia daquilo que acontece quando as crianças já não precisam dos seus amigos imaginários. Eles vão, então, para um 'orfanato' (daí o nome 'Foster's Home') até serem adoptados por outra criança que não tenha imaginação suficiente para criar um amigo imaginário por ela mesma.

Acompanhando as aventuras destes 'seres' tão fantásticos como a 'Duchess', que se assemelha a um quadro cubista, ou até mesmo a uma coxa de frango com a paranóia que toda a gente a quer comer, vamos descobrindo mais sobre este mundo e as suas personagens principais. Mac é um humano de 8 anos, cujos pais não o deixam ter o seu amigo imaginário em casa, sendo assim obrigado a levá-lo para a 'Foster's Home', continuando, no entanto, a visitá-lo. Este amigo imaginário é Bloo, um 'safety blanket' (daqueles que o Linus, amigo do Charlie Brown, tinha), cujo ego ultrapassa qualquer limite.

foster's home for imaginary friends 4

Outras personagens incluem o mais-que-educado Wilt; o protector-ainda-que-cobarde Eduardo; a insana Coco, que parece não dizer mais nada do que 'Co-co!' mas com diferentes entoações, um pouco ao estilo dos Pokémons; a fundadora da 'Foster's Home', Madame Foster; a sua neta, Frankie, e o director, Mr. Herriman, um coelho gigante de cartola que é também o amigo imaginário da Madame Foster.

A série caracteriza-se pela qualidade da animação, pelo humor inteligente e pelos argumentos brilhantes, provando que não é preciso grande complexidade para fazer uma série de animação de sucesso.

A minha personagem favorita é a Coco, tanto pela sua insanidade e absurdez, como pelo seu aspecto tresloucado e, ao mesmo tempo, inocente. Além disso, consegue piscar os olhos um de cada vez e eu também conheço alguém que costuma fazer isso.

'Foster's Home for Imaginary Friends' passa no Cartoon Network, às *inserir horas aqui* (se alguém souber, diga-me).

Mais informação no site oficial e na Wikipedia.

Fontes:
http://images.quizilla.com/D/DigitalFucker/1124413749_umMisccoco.jpg
http://www.scifi.com/sfw/issue381/screen2.html
http://www.tvacres.com/images/bloo2.jpg

Quinta-feira, Julho 06, 2006

Robin Hood, Robin Hood, riding through the glen (8)

Acho que está na altura de se falar de algo que nunca ninguém ousou sequer mencionar. Algo de extrema importância na sociedade portuguesa contemporânea. Estou a falar, obviamente, do spot publicitário da Seguro Directo.

Para quem não conhece este anúncio, passo a descrevê-lo: um senhor está a tirar os seus pertences do porta-bagagens da sua viatura, quando é atingido numa das suas extremidades da sua coluna vertebral, vulgo cu, por uma seta, seta essa que traz consigo um grupo de papéis que indicam todas as vantagens de aderir ao serviço publicitado. O senhor reflecte e conclui que, de facto, compensa aderir ao seviço, sendo o slogan deste spot 'Para poupar, siga a seta'.

Faz-me espécie o facto de o senhor que fazia a sua vida pacatamente não se insurgir contra o facto de levar com uma seta no cu. Ele não se preocupa de onde vem ou quem a lançou. Tanto quanto sabemos, pode ter sido o Robin Hood. Se bem que me parece improvável que ele trabalhe para a Seguro Directo. Ele tem mais cara de Ok Teleseguro.

E porquê uma seta para divulgar as vantagens do serviço? Já ninguém sabe escrever uma carta? Um mail? Daqueles que a pessoa recebe directamente na pasta 'Junk mail' e que é apagado sem ninguém o ler?

Mas o mais flagrante é a mensagem que se quer passar. Honestamente não a percebo. Será que eles querem dizer que para poupar, temos de ir ao cu a alguém?

Quarta-feira, Julho 05, 2006

Portugal zero, França um

Vantagens de ter perdido com a França:

. Não vai haver confrontos, vulgo porrada, em França
. As analogias com comida vão, finalmente, acabar [já bebemos o sumo, já comemos os bifes, mas engasgámo-nos com o champagne].
. Podemos finalmente voltar a ter um índice de produtividade no país [já não há motivo para faltar ao trabalho]
. A imprensa vai voltar a 'cascar' no governo.

Além disso, sempre dissemos que íamos jogar com a Alemanha.

Sentido sem post #7

- Emprestas-me uma caneta?
- Não.
- Porquê?
- Porque não.
- E porque não?
- Porque não.
- Vá lá...
- Não.
- Mas porquê?
- Já disse. Porque não.
- Estás a ser parvo.
- Não estou não.
- Estás sim.
- Não, não estou.
- Empresta-me lá o raio da caneta!
- Não empresto!
- Mas porquê?!
- Olha, queres saber porquê? Queres?!
- Quero.
- Porque até os relógios parados dão as horas certas a determinada hora do dia!

Bem... D'uh!

Um repórter da RTP hoje afirmou:

"Dortmund, esta cidade cheia de alegria, cheia de alemães..."

O mail que devia ter sido e que nunca foi.

NA: Este mail foi escrito por mim há cerca de um ano, o que prova que, desde então, ninguém me demonstrou que foi uma vez sem acaso. Também prova que eu de 'cabeça quente', tenho muito mais coragem que num estado pseudo-normal.

"Caros e saudosos amigos:

Finalmente o mail por que todos almejavam. O mail em que eu me passo da cabeça e começo a ter espasmos, desde o tique no olho à veia no pescoço a latejar.

Desde já, quero salientar que escrevo este mail de cabeça quente e muito provavelmente vou-me arrepender de muitas coisas que aqui serão ditas. Não quero saber. Preciso de dizer tudo o que tenho a dizer antes que expluda de vez. E acreditem que essa explosão não será bonita (entranhas e vísceras minhas por todo o lado. Garanto-vos que nunca mais conseguiriam dormir uma noite seguida). Também gostava de salientar que continuo a gostar muito de vocês e tenho saudades vossas, enfim, todas as lamechices e clichés, os quais vocês não esperam da minha parte. Além disso, este mail não se dirige a toda a gente. Peço desculpa a algumas pessoas que nunca tiveram este comportamento comigo. Poderão, no entanto, considerar este mail um aviso.

Mas vamos ao que interessa. Por um qualquer motivo por mim desconhecido, fico sempre eu encarregada de organizar almoços barra encontros entre amigos. Para dizer a verdade, nunca me importei. Até agora. Acontece que muito da boa gente que convido para esses ditos almoços barra encontros parece não conhecer o conceito de 'confirmação'. Passo a explicar: é suposto quando alguém pede para confirmar a presença até certo dia, confirmar a presença até certo dia.

Desde reservas para 9 pessoas que acabaram em 3 a almoços combinados que já me fizeram ir comer a casa sozinha; já passei por todas as hipóteses.

Portanto, cheguei a uma conclusão, da qual possivelmente alguns até já têm conhecimento.

A partir de agora, no que respeita a organizar encontros entre nós, não contem comigo.

Simplesmente estou farta de cancelar tudo à última da hora, não tanto por mim, mas principalmente quando essas combinações envolvem terceiros. Estou farta de gastar dinheiro em mensagens e telefonemas e de reservar em restaurantes para no último minuto ser tudo desmarcado ou não ter qualquer confirmação de quem vai ou não, tendo de utilizar os meus poderes divinos para saber quantas pessoas são. Não estou a pôr em causa os vossos motivos para não comparecerem, até porque, e já que estou a ser franca e a dizer tudo o que tenho para dizer, não me interessa quais são. O importante a reter é que a desculpa do “ah e tal, pensei que não dizer nada significava que eu (não) ia”, comigo não resulta.

Querem combinar encontros? Façam-no vocês. Eu participo com todo o gosto. Não tenho problemas em ajudar nalguma coisa, se for preciso. Mas decidam vocês quando querem ir, façam os telefonemas, as mensagens e as reservas e depois digam-me qualquer coisa. Para mim acabou.

Em poucas palavras: Amanhem-se.

Pronto, já desabafei. Espero que vos tenha causado imensos remorsos e problemas de consciência o suficientes para não dormirem bem esta noite. Ou pelo menos para ter um sonho comigo a ser violentamente espancada e estropiada com uma colher de gelado até à morte.

Tenho dito.

P.S.: Não pensem que sou cobarde por mandar um mail acerca da minha decisão, em vez de falar convosco pessoalmente. Até preferia dizer-vos isto na cara, nem que fosse para ver as vossas reacções. Mas isso implicaria marcar um encontro com todos e, obviamente, isso destruiria toda a concepção deste mail."

Contextualização

Douglas Adams, Life, The Universe and Everything, Chapter 5

"[...] numbers are not absolute, but depend on the observer's movement in restaurants.

The first nonabsolute number is the number of people for whom the table is reserved. This will vary during the course of the first three telephone calls to the restaurant, and then bear no apparent relation to the number of people who actually turn up, or to the number of people who subsequently join them after the show/match/party/gig, or to the number of people who leave when they see who else has turned up.

The second nonabsolute number is the given time of arrival, which is now known to be one of those most bizarre of mathmatical concepts, a recipriversexcluson, a number whose existence can only be defined as being anything other than itself. In other words, the given time of arrival is the one moment of time at which it is impossible that any member of the party will arrive. [...]"

Segunda-feira, Julho 03, 2006

Solução

A resposta à 'Herança' da semana passada era macaco.

1. Fato-macaco
2. Macaco de Imitação
3. 'A mudança do Macaco Zacarias', álbum de José Barata Moura
4. Macaco como instrumento de mecânica
5. Macaco é, por fim, um signo chinês.

Quem primeiramente acertou foi este jovem, mas parabéns a todos os que responderam e acertaram.

Sábado, Julho 01, 2006

Com cinco palavrinhas apenas...

Macramé, alcachofra, pândega, idiota e esternoclidomastóideo.

Tenho dito.