Gémeos separados à nascença, digo eu.
Um blog para todos dominar, um blog para os encontrar, um blog para a todos prender e nas trevas reter.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Sugestãozinha...
Sugiro criarmos uma petição para abolir o fuso horário deste planeta. Ver se começamos a ver os Óscares a horas decentes.
Ah, e os comentadores da TVI já se calavam.
Ah, e os comentadores da TVI já se calavam.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Porque o nosso Carnaval é com matrafonas e não com plumas.
Os portugueses não são dotados para festejar o Carnaval 'à la' Brasil. Em primeiro lugar, lá está calor. Aqui não. Lá, faz sentido andar semi-nu pelas ruas a dançar. Cá, não faz sentido dar entrada no hospital com uma hipotermia subaguda.
Se querem desfilar pela rua a dançar, vão às Marchas Populares. Pronto, as 'vistas' podem não ser tão boas; acredito que ver uma tipa semi-nua a cantar 'Meu amigo Charlie Brown...' e a abanar a 'bunda' como se não houvesse amanhã seja bem mais excitante do que ver uma tipa com um vestido de renda a cantar 'Lá vai Lisboa...' e a segurar um arame envolto em papel-crepe. Mas ao menos está calor e há comida, sendo essa a segunda razão pela qual não faz sentido festejar o Carnaval brasileiro. Não há comida tradicional. Ao menos nas Marchas, podemos comer tudo o que conseguirmos colocar num assador.
E beber até que as 'vistas' tirem as roupas.
Se querem desfilar pela rua a dançar, vão às Marchas Populares. Pronto, as 'vistas' podem não ser tão boas; acredito que ver uma tipa semi-nua a cantar 'Meu amigo Charlie Brown...' e a abanar a 'bunda' como se não houvesse amanhã seja bem mais excitante do que ver uma tipa com um vestido de renda a cantar 'Lá vai Lisboa...' e a segurar um arame envolto em papel-crepe. Mas ao menos está calor e há comida, sendo essa a segunda razão pela qual não faz sentido festejar o Carnaval brasileiro. Não há comida tradicional. Ao menos nas Marchas, podemos comer tudo o que conseguirmos colocar num assador.
E beber até que as 'vistas' tirem as roupas.
sábado, fevereiro 17, 2007
Não o digo sarcasticamente.
"Sabes que não és uma pessoa normal, certo?" é das coisas mais simpáticas que alguma vez já me disseram.
Obrigada.
Obrigada.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Olhe, mude de década.
Se aos anos 90 se podem chamar noventas, se aos anos 80 se podem chamar oitentas e por aí fora, qual é o nome que damos à actual década?
Os zeros?
Os zeros?
terça-feira, fevereiro 13, 2007
A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #25
Capítulos anteriores aqui.
Zé Tó ansiava ver Lara Li, essa diva dos anos 80. Por isso, foi com grande emoção que, após a aterragem da nave espacial no lugar 22-F, Zé Tó desceu pelo escorrega insuflável, reparando de imediato que estava de facto no Paraíso da Carpete. Para quem desconhece, o Paraíso da Carpete é uma mega-store que vende todos os tipos de tapeçaria: carpetes, alcatifas, tapetes persa, tapetes de Arraiolos, tapetes que ilustram cenas campestres e que normalmente se penduram na parede e, mais recentemente, numa brilhante jogada de marketing, naprons. Zé Tó começou a passear pelos corredores à procura de Lara Li, mas, ao invés, encontrou um senhor de turbante que saltitava pela secção de tapetes mágicos.
- Olhe, desculpe, o senhor não é o Osama Bin Laden?
O senhor de turbante suspirou e respondeu:
- Não, eu sou o Aladino. As pessoas estão constantemente a confundir-nos. Até é fácil perceber porquê: ambos somos terroristas, ainda que eu só o seja na cama! Rau!
Zé Tó arrependeu-se de ter metido conversa com este sujeito; ainda assim, ainda perguntou:
- Olhe, já agora não me sabe dizer onde posso encontrar a Lara Li?
- Essa não é o travesti que costuma estar às Quintas-feiras na Esquina da Rua Bernadim Ribeiro?
Zé Tó ficou desiludido. Pensava que Aladino o pudesse ajudar a concretizar o sonho de uma vida: beijar os pés à Lara Li. Desanimado, fez uma última pergunta:
- Sabe-me então dizer qual o caminho para o Cu de Judas?
- Ó meu amigo, não queira ir ao Cu de Judas. - disse Aladino, com voz de Claúdio Ramos. - Fui lá uma vez e essa bicha nunca mais me telefonou. A parva.
Aladino continuou a injuriar o Cu de Judas, até que Zé Tó reparou em algo brilhante no bolso das calças de Aladino. Era a sua lâmpada mágica e discretamente, Zé Tó tentou surripiá-la.
- Ui! – guinchou subitamente Aladino. Depois sorriu. – Seu malandro. Ainda nem trocámos números de telefone.
Inadvertidamente, Zé Tó continuara com a mão dentro das calças de Aladino, o que juntando à hiperactividade de Aladino, fez inevitavelmente com que o génio aparecesse. Este olhou para Aladino, para Zé Tó e para a mão ainda embaraçosamente nas calças e disse:
- Ah não! Nem penses que a noite de ontem se vai repetir, Aladino.
- Ó Génio, - chamou Zé Tó, finalmente retirando a mão da virilha de Aladino. – será que eu podia ver essa grande senhora, a Lara Li?
- Desejo concedido!
E assim, Zé Tó viu-se teletransportado para o Politeama, onde estava em cena a última adaptação de Felipe La Féria, “Jesus Cristo Super-Estrela”. De início, Zé Tó não percebeu porque havia sido teletransportado para ali, mas ao ouvir…
Então tu és o Cristo,
O grande Jesus Cristo,
Prova-me que és divino,
Transforma a minha água em vinho.
Só tens de o fazer
P’ra eu ficar a saber
Que és o Rei dos Judeus!
…de imediato reconheceu a linda voz de Lara Li, que fazia o papel de Rei Herodes.
Então tu és o Cristo,
O grande Jesus Cristo,
Prova-me que não és choné.
Atravessa a minha piscina a pé.
Se o fizeres por mim,
Eu deixo-te ir, sim.
Vamos lá, Rei dos Judeus!
Uma lágrima correu pela face de Zé Tó. Ele juntou as mãos e agradeceu aos céus este momento. Mas a felicidade não dura para sempre e um dos projectores do palco pareceu concordar, ao achatar a Lara Li num dos momentos altos do espectáculo.
Próximo capítulo aqui. Mas vai demorar. Não, a sério. Vai.
Capítulo XXV
Zé Tó ansiava ver Lara Li, essa diva dos anos 80. Por isso, foi com grande emoção que, após a aterragem da nave espacial no lugar 22-F, Zé Tó desceu pelo escorrega insuflável, reparando de imediato que estava de facto no Paraíso da Carpete. Para quem desconhece, o Paraíso da Carpete é uma mega-store que vende todos os tipos de tapeçaria: carpetes, alcatifas, tapetes persa, tapetes de Arraiolos, tapetes que ilustram cenas campestres e que normalmente se penduram na parede e, mais recentemente, numa brilhante jogada de marketing, naprons. Zé Tó começou a passear pelos corredores à procura de Lara Li, mas, ao invés, encontrou um senhor de turbante que saltitava pela secção de tapetes mágicos.
- Olhe, desculpe, o senhor não é o Osama Bin Laden?
O senhor de turbante suspirou e respondeu:
- Não, eu sou o Aladino. As pessoas estão constantemente a confundir-nos. Até é fácil perceber porquê: ambos somos terroristas, ainda que eu só o seja na cama! Rau!
Zé Tó arrependeu-se de ter metido conversa com este sujeito; ainda assim, ainda perguntou:
- Olhe, já agora não me sabe dizer onde posso encontrar a Lara Li?
- Essa não é o travesti que costuma estar às Quintas-feiras na Esquina da Rua Bernadim Ribeiro?
Zé Tó ficou desiludido. Pensava que Aladino o pudesse ajudar a concretizar o sonho de uma vida: beijar os pés à Lara Li. Desanimado, fez uma última pergunta:
- Sabe-me então dizer qual o caminho para o Cu de Judas?
- Ó meu amigo, não queira ir ao Cu de Judas. - disse Aladino, com voz de Claúdio Ramos. - Fui lá uma vez e essa bicha nunca mais me telefonou. A parva.
Aladino continuou a injuriar o Cu de Judas, até que Zé Tó reparou em algo brilhante no bolso das calças de Aladino. Era a sua lâmpada mágica e discretamente, Zé Tó tentou surripiá-la.
- Ui! – guinchou subitamente Aladino. Depois sorriu. – Seu malandro. Ainda nem trocámos números de telefone.
Inadvertidamente, Zé Tó continuara com a mão dentro das calças de Aladino, o que juntando à hiperactividade de Aladino, fez inevitavelmente com que o génio aparecesse. Este olhou para Aladino, para Zé Tó e para a mão ainda embaraçosamente nas calças e disse:
- Ah não! Nem penses que a noite de ontem se vai repetir, Aladino.
- Ó Génio, - chamou Zé Tó, finalmente retirando a mão da virilha de Aladino. – será que eu podia ver essa grande senhora, a Lara Li?
- Desejo concedido!
E assim, Zé Tó viu-se teletransportado para o Politeama, onde estava em cena a última adaptação de Felipe La Féria, “Jesus Cristo Super-Estrela”. De início, Zé Tó não percebeu porque havia sido teletransportado para ali, mas ao ouvir…
Então tu és o Cristo,
O grande Jesus Cristo,
Prova-me que és divino,
Transforma a minha água em vinho.
Só tens de o fazer
P’ra eu ficar a saber
Que és o Rei dos Judeus!
…de imediato reconheceu a linda voz de Lara Li, que fazia o papel de Rei Herodes.
Então tu és o Cristo,
O grande Jesus Cristo,
Prova-me que não és choné.
Atravessa a minha piscina a pé.
Se o fizeres por mim,
Eu deixo-te ir, sim.
Vamos lá, Rei dos Judeus!
Uma lágrima correu pela face de Zé Tó. Ele juntou as mãos e agradeceu aos céus este momento. Mas a felicidade não dura para sempre e um dos projectores do palco pareceu concordar, ao achatar a Lara Li num dos momentos altos do espectáculo.
Próximo capítulo aqui. Mas vai demorar. Não, a sério. Vai.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
domingo, fevereiro 11, 2007
Balanço Final.
Sim - 59,25%
Não - 40,75%
O Não já fez uma declaração oficial, admitindo a derrota e demitindo-se do seu cargo de partícula de negação. Ainda se desconhece quem o irá substituir, mas nomes fortes como Nunca, Nem Pensar e Só Por Cima Do Meu Cadáver já foram avançados como seus possíveis sucessores.
Não - 40,75%
O Não já fez uma declaração oficial, admitindo a derrota e demitindo-se do seu cargo de partícula de negação. Ainda se desconhece quem o irá substituir, mas nomes fortes como Nunca, Nem Pensar e Só Por Cima Do Meu Cadáver já foram avançados como seus possíveis sucessores.
Quem não foi votar não tem direito a reclamação.
A abstenção foi tanta que são 21h40 e já só faltam 4 freguesias por apurar.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Quem é que quer saber quanto custa um secador de cabelo?
O 'Preço Certo' faz-me 'espéce'. Faz-me 'espéce' porque acredito que esse programa é um flagelo para as famílias portuguesas. Eis porquê. Um concorrente chega à montra final. Vê os prémios que pode ganhar e é deixado a sós com o público para receber sugestões do valor da montra. Admito, deve ser difícil; por esta altura, uma pessoa não está apenas stressada pelo facto de ter de adivinhar uma quantia para receber um prémio mas também por ter passado as duas últimas horas a cheirar o suor do Fernando Mendes.
É duro.
Segue-se um período durante o qual todos os familiares e amigos do concorrente (que estão lá em peso visto que a Junta de Freguesia da Arrentela decidiu fretar um autocarro, qual visita de estudo) gritam, berram e guincham sugestões de valores monetários, de uma forma irritante ainda que reminiscente dos tempos da 'Amiga Olga' ("A CHAAAAAAVE! A CHAAAVEE! O DINHEEEEIIROOO!! O DINHEEEIIROOO!").
Daqui para frente, pode acontecer uma de duas coisas:
a) ou o concorrente segue o seu instinto, ignorando os sons animalescos da sua família;
b) ou segue os conselhos dos familiares, mostrando assim que não tem qualquer vontade própria.
Seja qual for a hipótese, sairá sempre do programa alguém zangado com alguém. Ouvir-se-á, respectivamente:
a) "Não me ouviste, porquê? Eu é que tinha razão. Sempre foi assim. Ignoras-me desde que éramos crianças. Sempre foste o favorito de toda a gente. Morre!"
ou
b) "Porque é que te ouvi? És uma besta! Tivesse seguido o meu instinto e tinha ganho a Moto 4 e a viagem a Bora-Bora."
E isto apenas engloba os casos em que o concorrente não acerta no valor da montra final. Nos casos em que ganha, de certeza que há sempre discussões relativas à distribuição dos bens. Sim, porque a família estava lá a dar apoio e ainda por cima sugeriu o valor certo e se não fosse por eles, o concorrente nunca teria acertado no valor e estaria abandonado numa sargeta, sim porque há três anos aqui o tio emprestou-te dinheiro que nunca devolveste por isso deves-lhe no mínimo uma máquina de lavar e isso já não é pedir muito, pedir muito seria pedir a Moto 4 e não grites comigo porque tu é que estÁS A SER EGOÍSTA E INGRATO!!
Um destruidor de lares, digo-vos eu.
É duro.
Segue-se um período durante o qual todos os familiares e amigos do concorrente (que estão lá em peso visto que a Junta de Freguesia da Arrentela decidiu fretar um autocarro, qual visita de estudo) gritam, berram e guincham sugestões de valores monetários, de uma forma irritante ainda que reminiscente dos tempos da 'Amiga Olga' ("A CHAAAAAAVE! A CHAAAVEE! O DINHEEEEIIROOO!! O DINHEEEIIROOO!").
Daqui para frente, pode acontecer uma de duas coisas:
a) ou o concorrente segue o seu instinto, ignorando os sons animalescos da sua família;
b) ou segue os conselhos dos familiares, mostrando assim que não tem qualquer vontade própria.
Seja qual for a hipótese, sairá sempre do programa alguém zangado com alguém. Ouvir-se-á, respectivamente:
a) "Não me ouviste, porquê? Eu é que tinha razão. Sempre foi assim. Ignoras-me desde que éramos crianças. Sempre foste o favorito de toda a gente. Morre!"
ou
b) "Porque é que te ouvi? És uma besta! Tivesse seguido o meu instinto e tinha ganho a Moto 4 e a viagem a Bora-Bora."
E isto apenas engloba os casos em que o concorrente não acerta no valor da montra final. Nos casos em que ganha, de certeza que há sempre discussões relativas à distribuição dos bens. Sim, porque a família estava lá a dar apoio e ainda por cima sugeriu o valor certo e se não fosse por eles, o concorrente nunca teria acertado no valor e estaria abandonado numa sargeta, sim porque há três anos aqui o tio emprestou-te dinheiro que nunca devolveste por isso deves-lhe no mínimo uma máquina de lavar e isso já não é pedir muito, pedir muito seria pedir a Moto 4 e não grites comigo porque tu é que estÁS A SER EGOÍSTA E INGRATO!!
Um destruidor de lares, digo-vos eu.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
'Piquena' opinião...
Os Gato Fedorento bem podem meter o programa do passado domingo na arca dos Tesourinhos Deprimentes.
domingo, fevereiro 04, 2007
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