domingo, dezembro 31, 2006

Olhem, bom ano!

Já repararam que a felicitação 'Bom Ano' é diferente de todas as outras? Se se disser 'Feliz Natal', esta felicitação só é válida no Natal, certo? Mas 'Bom Ano' é válido pelos 365/6 dias que vêm a seguir, o que basicamente cobre todos os feriados que o ano tem, incluindo o Natal do próximo ano. Portanto, não acham que isto devia libertar-nos das convenções sociais que nos são impostas no que toca a desejar bons feriados a toda a gente que nos rodeia?

happy everything

sábado, dezembro 30, 2006

Dançando como se não houvesse amanhã.

Curioso como a música 'I don't feel like dancin'' dos Scissor Sisters tem, na verdade, o efeito contrário nas pessoas.

dancing snoopy

Sniff..

Vou ter saudades de receber diariamente na minha caixa de correio electrónica esta preciosidade:

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Viva a democracia.

Saddam Hussein é enforcado no Iraque.

Que é como quem diz: "'Bora lá transformar o maléfico ditador em mártir.". E já agora, como é que voltámos à Idade Média e eu não me apercebi?

Uma pessoa pode sonhar...

Alberto João Jardim diz que quer esquecer o ano que está a terminar.
Alberto João Jardim vai "deixar de ligar ao que se diz em Lisboa".

Levante o braço quem é a favor da independência da Madeira.

Quem é a favor da independência da madeira?

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Resoluções para 2007:

1. Ganhar o Euro-milhões.
2. Ganhar o Euro-milhões.
3. Ganhar o Euro-milhões.
4. Ganhar o Euro-milhões.
5. Ganhar o Euro-milhões.
6. Ganhar o Euro-milhões.
7. Ganhar o Euro-milhões.
8. Ganhar o Euro-milhões.
9. Ganhar o Euro-milhões.
10. Ganhar o Euro-milhões.
11. Ganhar o Euro-milhões.
12. Jogar no Euro-milhões.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Vergonha nessa cara.

Acho ultrajante, não, heresia, que ainda não tenham passado o filme Música no Coração.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Natal não é Natal...

...sem o Natal dos Hospitais. Sem o original anúncio de Natal da Coca-cola. Sem o circo na manhã de Natal. Sem os enfeites por toda a casa, por toda a cidade. Sem as trocas de prendas entre amigos. Sem as Boas Festas que substituem os Adeus ou os Bons Dias. Sem a Leopoldina e o Mundo Encantado dos Brinquedos onde há reis, princesas, dragões. Sem o stress natalício da minha mãe a fazer quantidades industriais de sonhos enquanto faz uma torta e coze os camarões. Sem as campanhas de ajuda humanitária e as mensagens, as reflexões, os pensamentos profundos de esperança e de amor. Sem as mil e uma mensagens telefónicas mandadas via Internet. Sem mim a pôr a mesa para a ceia de Natal enquanto tento ver um qualquer filme na televisão ou ouvir músicas de Natal no computador. Sem mim a dar mais uma, só mais uma olhadela aos presentes, tentando adivinhar o conteúdo debaixo do papel de embrulho vermelho e do cartão de Natal com uma velinha ou um Pai Natal onde se lê 'para a Joana'. Sem mim e o meu tio a jogar Puzzle Bubble no computador enquanto o meu pai vai buscar os meus avós. Sem o bacalhau cozido. Sem a discussão dos meus avós sobre medicamentos, numa estranha competição cujo prémio vai para quem toma mais. Sem a lamúria das minhas avós que dizem que não chegam ao próximo Natal. Sem os papéis de embrulho na mesa, no chão, por todo o lado enquanto se discute se a camisola serve, não serve, então troca-se, estava lá uma azul, tens o talão?, tenho, e o livro, gostas?, é que eu tinha lá visto outros mas achei que ias gostar desse. Sem estrear roupa no dia 25.

Sem começar a desejar que o próximo Natal chegue rapidamente.

Que o vosso Natal seja feito destas coisinhas e muitas mais.

*Eu sei, o post é lamechas. Mas o Natal também.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

No fundo, não é novidade nenhuma.

Descobri agora que alguém chegou ao meu blog através de uma pesquisa no Google por

o que seria uma pessoa paranóica

O meu blog é o terceiro resultado. Logo a seguir a uma cientologista e a Kafka.

Actualização: devido a este post, o meu blog é agora o primeiro resultado nessa pesquisa. Viva eu. E todas as pessoas que andam atrás de mim.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

É oficial.

O Inferno é assistir a um zapping entre a gala de Natal da TVI e o espectáculo dos 40 anos de carreira de Marco Paulo sem ter o controlo do comando da televisão.

A todos um bom Nataaaaaahhhhh Zombies!

O coro Santo Amaro de Oeiras existe desde que eu me lembro. E também desde que eu me lembro que cantam a música 'A Todos um Bom Natal' no Natal dos Hospitais. No entanto, há duas coisas que me fazem 'espéce': primeiro, porque é que as vozes nunca mudaram ao longo destes anos todos e, segundo, porque é que a única vez que se ouve falar do coro Santo Amaro de Oeiras é no Natal dos Hospitais?

Será o coro composto por criancinhas-zombie que, por razões óbvias, não envelhecem? E serão elas parte integrante do cenário do programa?

domingo, dezembro 10, 2006

Aparentemente, os jornalistas são um bocadito surdos...

Quantas vezes é preciso repetir? O VALENTIM LOUREIRO NÃO LEU O LIVRO DA CAROLINA SALGADO!

sábado, dezembro 09, 2006

Aqui...bichano...

Eu ia para fazer um post sobre os Gato Fedorento mas este já diz tudo.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Os meus poderes natalícios

As minhas previsões relativamente à programação televisiva no próximo mês:

. Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel
. Senhor dos Anéis: As Duas Torres
. Harry Potter e a Pedra Filosofal
. Harry Potter e a Câmara dos Segredos
. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
. Música no Coração
. Mary Poppins
. Sozinho em Casa 1
. Sozinho em Casa 2
. Natal dos Hospitais
. Há Festa no Hospital
. As Mais Belas Canções de Natal
. Natal nas Escolas
. Natal nas Prisões
. Natal das pessoas que já imaginaram pelo menos uma maneira de matar o Manuel Luís Goucha e fazer com que pareça um acidente (convidada especial: Sónia Araújo).

Desde que não me ofereçam mirra*.

Uma coisa que me faz espécie no Natal é como é que passámos de celebrar o nascimento de Jesus a entregar prendas a toda a gente que conhecemos. Se é Jesus quem faz anos, porque é que temos de comprar uma prenda àquele primo distante que está nas Americas? E não me venham com "Ah e tal, somos todos irmãos de Jesus, logo também podemos receber prendas.". Pois, mas quando a minha irmã faz anos, não vejo ninguém a dar-me prendas.

*Que raio é mirra afinal?

terça-feira, dezembro 05, 2006

O contador de visitas ressentiu-se. E agora está zangado.

Durante o dia de ontem, e por razões alheias à minha vontade, este blog esteve indisponível, apresentando-se apenas como uma página em branco. Por isso, apresento as minhas desculpas e afirmo que o problema está agora resolvido. Ainda que uma página em branco fosse cultural e intelectualmente mais interessante do que o verdadeiro blog.

domingo, dezembro 03, 2006

MSN, essa magnífica invenção.

Anaoj diz:
(...) ainda que essa imagem do paulo bento me vá aterrorizar para o resto da minha vida

Renato diz:
é terapêutica
prepara-te para os paulos bentos q te pudessem aparecer na vida

Anaoj diz:
há mais?!

Renato diz:
nunca se sabe

Anaoj diz:
ó meu deus
será que ele se anda a clonar a ele próprio e está a preparar-se para invadir a minha casa?
ou estarei simplesmente paranóica?

Renato diz:
eu não posso dizer nada
n estou autorizado
mas....
hmfffnffmffff

Anaoj diz:
ó meu deus
com isso, aposto que estás neste momento a ser amordaçado pelo clone 546/6b do Paulo Bento
já começou!
ó a humanidade!

Renato diz:
não estou nada
está tudo bem
acredita
/me ajeita o risco ao meio

Anaoj diz:
aaaaahhhh
é como no matrix!!!
transformaste-te num deles

Renato diz:
não sei do que falas
e n percebo pq estás tão nervosa
precisas de ter tranquilidade

Anaoj diz:
nããããããããoooo!!!!
malditos!!!

Renato diz:
/me faz-te um risco ao meio

Anaoj diz:
aaaaaaaahhhh
não
por favor
tem piedade
/me coloca-se em posição fetal

(...)

Renato diz:
agora vou
até amanhã, paulo
*

Anaoj diz:
adeus, paulo

Renato diz:
dorme com tranquilidade

sábado, dezembro 02, 2006

Da arbitrariedade da linguagem.

Os dias da semana outrora conhecidos por Segunda, Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado e Domingo, serão doravante designados por Pizza, Sabonete, Maçaneta, Alladino, Macaco, Severino e Aleatória.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Só uma ideia...

Em vez de Florbela Espanca, que tal espancar a Floribella?

The O.C. + Floribella + Morangos com Açúcar + versão adaptada d'"Os Maias" = Berlin Berlin

É sempre interessante receber uma SMS como esta às duas e meia da manhã:

"Passo a explicar: acabei d ver a serie TODA. Acabei d deixar cair o tlm e acertei numa mosca e tenho intensas dores de cabeça. Considero que o motivo seja esta nova aquisiçao de poderes. Para alem d ouvir toda e qq lingua em alemao, tenciono dedicar.me a paz universal e responder apenas ao nome de Floribelula. Ni."

terça-feira, novembro 28, 2006

The Essencial of The Very Best Of the Greatest Hits Collection

É impressão minha ou os The Corrs já têm mais álbuns de 'Best Of' do que de originais?

segunda-feira, novembro 27, 2006

Pergunto-me...

Assumindo que Noé não foi estúpido o suficiente para levar este animal para a arca, como é que o bicho-da-madeira sobreviveu ao dilúvio?

domingo, novembro 26, 2006

Devaneio sobre o ateísmo.

Acho que o ateísmo é uma visão demasiado pessimista do mundo. Quero dizer, só cá estamos nós? Então, estamos condenados! Gosto de pensar que ainda há alguma esperança e que a qualquer momento, Deus ou o que quer que seja, pode aparecer e bater na Humanidade com um jornal enrolado, dizendo: "Não! Má!".

Sentido sem post #12

Sem querer saber de nada, Malaquias deu um passo à frente. Num segundo apenas, viu a sua vida passar-lhe à frente dos olhos. Amigos, amantes, histórias, um turbilhão de pensamentos, de sentimentos. Fechou os olhos e abriu os braços. Deixou-se cair. Sentia-se livre finalmente.

Uma pancada seca.

Malaquias atingiu o chão. Por fim, Malaquias havia acabado de descer as escadas.

quarta-feira, novembro 22, 2006

sexta-feira, novembro 17, 2006

Curioso...

Já repararam que a música de protesto 'Não pagamos, não pagamos, não pagamos, não pagamos!' é exactamente a mesma de 'Campeões, campeões, nós somos campeões!'?

terça-feira, novembro 14, 2006

História(s) em 50 palavras #4

Pedro Álvares Cabral - com intenções de chegar à Índia, foi parar ao Brasil, sendo este o navegador com o pior sentido de orientação do mundo. Independentemente disso, é graças ao seu feito que, actualmente em Portugal, toda e qualquer resposta de um empregado num café ou restaurante é 'Oi?'.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Jesus Cristo em Discurso Directo #4

"Ser filho de Deus é um fardo pesado. Mais pesado que a cruz que tive de carregar. As pessoas olhavam para mim e eu não podia ter um deslize. Bastava tirar um macaco do nariz e era logo 'Ah e tal, é filho de Deus mas também tira macacos do nariz!' ou 'Ah e tal, é filho de Deus mas também se peida!'. O que vale é que no fim tive a minha vingança: "Ah e tal, vocês morrem mas não ressuscitam.""

Metaforicamente Falando #5

Para quem não conhece esta melodia, poderá encontrar o vídeo aqui ou aqui.

Numa boa, hei!

Algum zunzum,
Diz-me lá,
Tu hum-hum?
Na verdade eu só quero
dar-te muita felicidade.

Alô, olá jóia,
sou eu, o teu Picasso,
mas não me fazes num fanico,
eu não sou um maçarico.

Eu liguei
Numa boa, hei,
Numa boa, hei,
Numa, numa boa, hei.
Eu cá estou,
Sem drama aguardarei.
O amor vem
mas também vai.

Algum zunzum,
Diz-me lá,
Tu hum-hum?
Na verdade eu só quero
dar-te muita felicidade.

Alô, olá jóia,
sou eu de novo, o Picasso,
mas não me fazes num fanico,
eu não sou um maçarico.

Eu liguei
Numa boa, hei,
Numa boa, hei,
Numa, numa boa, hei.
Eu cá estou,
Sem drama aguardarei.
O amor vem
mas também vai.

Está lá, hã?
Está lá, hum!
Está lá, hã?
Está la, vá lá!


Onda Choc


Esta letra trata do amor, o amor sentido pelo sujeito poético. Este começa por dizer que existem rumores de a amada 'hum-hum', subentendido aqui como o acto amoroso e pede-lhe para confirmar, utilizando o tratamento na segunda pessoa do singular, mostrando deste modo a proximidade entre os dois. Mas independentemente de ser verdade ou não, ele jura-lhe o seu amor, dizendo que a fará feliz.

Segue-se um telefonema entre o sujeito poético e a amada, no qual o sujeito explicita as suas intenções para com a amada. É de notar que quem começa a conversa é o sujeito poético, ficando este facto bem explícito através do 'Alô' (vocábulo importado do português do Brasil). Falando directamente com ela, o poeta chama-a de "jóia", demonstrando assim o quão valiosa ela é para ele. Ele auto-denomina-se Picasso, pois na verdade ele é um artista que estando perante a sua musa, ainda que através de ondas electromagnéticas, se sente inspirado para criar a obra de arte que se materializa neste poema. No entanto, nos últimos dois versos desta estrofe, começa-se já a denotar uma certa renitência do sujeito, quase em tom de aviso, no sentido em que este diz à amada que apesar de ela ser a sua musa (e de notar esta oposição de ideias enfatizada pela conjunção adversativa 'mas'), ele não sofrerá demais por ela, pois não é um 'maçarico'.

No refrão, mais precisamente nos primeiros seis versos, o poeta diz-lhe que esperará por ela naquele sítio (demonstrado pela preposição 'cá'), não importa quanto tempo e sem qualquer 'drama'. No entanto, o poeta é incoerente (e não o é qualquer pessoa apaixonada?) e é nos últimos dois versos desta estrofe que jaz o clímax do poema: o poeta, apesar de anteriormente ter manifestado o contrário, farta-se de esperar que a amada lhe responda ou venha ao seu encontro, e exclama, pois finalmente se apercebeu, que o seu amor não será eterno, mas pelo contrário, efémero e poderá desaparecer a qualquer momento.

Através da anáfora patente na última estrofe (a expressão "Está lá" encontra-se no início de todos os versos da ultima estrofe), percebe-se que há uma insistência por parte do sujeito poético em fazer passar a sua mensagem, insistência essa que se deve, muito possivelmente, à perda do sinal de rede do telemóvel. Essa perda já havia sido prenunciada nos últimos dois versos do refrão. Assim, tal como o sinal de rede que se perdeu inesperadamente, também o amor se pode desvanecer a qualquer momento, sendo esta a verdadeira mensagem que o poeta quer passar.

Manias...

Porque raio é que as pessoas dizem 'q de nove'? Que eu saiba, não há outra letra no alfabeto que se pronuncie 'quê' e muito menos 'nove' começa por essa letra. 'Ah e tal, porque se parece com um nove.'? Então porque é que não se diz também 'B de oito' ou 'S de cinco'?