quarta-feira, março 28, 2007

"Revista-mos!"

A pedido, publico aqui um mail que enviei há pouco tempo.

[Abre a cortina. Entram duas mulheres. Uma é a Maria João Abreu e a outra aquela tipa que entrou nos Malucos do Riso e ninguém sabe o nome. Na cabeça, uma enverga uma miniatura da Ponte Vasco da Gama e a outra, uma miniatura da Ponte 25 de Abril. De frente para o público.]

LN - Eu sou a Lisboa Nova!
LV - E eu sou a Lisboa Velha! E nos próximos 10 minutos, num tom de voz histérico e esganiçado, vamos demonstrar o desprezo que temos uma pela outra, enquanto fazemos esta dança estúpida de dar um passo à frente, outro atrás, ao mesmo tempo que seguramos a anca com as duas mãos, abanando-a como se não houvesse amanhã.

[Entra Zé Povinho. Palmas por parte do público porque é a Rita Ribeiro e onde quer que ela entre, mesmo que seja numa casa-de-banho, ela recebe uma salva de palmas.]

ZP – [ergue os braços] Meninas, meninas, não se zanguem.
LN – Não se zanguem?! Esta serigaita é que não se cala!
LV – Tens a mania que és esperta e muito culta!
LN – E sou! E sou! Sou culta e bonita, que já é mais do que se pode dizer de ti.
ZP – [ainda de braços no ar] Vá lá, meninas. Então? Vocês podem coexistir.
LN – Eu?!?! Coexistir com essa antiguidade?
LV – Antiguidade?!! Homessa! Pois fica a saber que ser velho implica ter sabedoria!
LN – Tu tens é pó!
LV – E tu tens é inveja!
ZP – [ainda, incrivelmente, de braços no ar] Vá lá, meninas, dêem-se bem!
LN – Inveja, eu?! Deus me livre. Eu cá sou o futuro, o progresso. Ninguém quer saber do passado!
LV – Pois o passado tem a história, a tradição, a saudade!
LN – O passado já tem é teias de aranha!
LV – Teias de aranha tens tu e é num sítio que eu cá sei!

[Após este innunendo, a discussão continua por mais de 20 minutos, ao contrário dos 10 previamente anunciados. Pelo meio, alguém diz 'merda' e o público fica em êxtase. Por fim, não se chega a conclusão nenhuma e acaba por ficar apenas em palco Zé Povinho, que entretanto baixou os braços.]

ZP - Isto anda tudo marado. A vida é injusta, não é? Uns têm tudo e outros não têm nada. E nenhum deles tem tempo para vir ao teatro. [olhos humedecidos] A revista está a morrer. Já ninguém se interessa. [Braços ao alto, novamente. Única lágrima a correr pela face direita, enquanto desbota a maquilhagem.] SALVEM O PARQUE MAYER!

[Música. Entram bailarinos com arcos de papel-machê e manjericos.]

É a revista, é a revista
À portuguesa!
Vamos lá então,
Ao teatro, porque não?
A seguir à sobremesa.

[Bailarinos serpenteiam pelo palco. Zé Povinho chega-se à frente do palco. Texto meio falado, meio cantado.]

Este Portugal
Sofre de um grande mal
Está de pernas para o ar
Até o maior português é o Salazar.
Não há trabalho nem dinheiro
(o Sócrates nem é engenheiro!)
O melhor é para Espanha emigrar.

[Zé Povinho faz manguito. Fecha cortina. Espectáculo repete de três em três domingos na TVI.]

terça-feira, março 27, 2007

Premonição.

in www.teatropoliteama.net/politeama:

Jesus Cristo Superstar
O Musical de Filipe La Féria no Teatro Rivoli

Grande Audição para cantores / actores
Dia 29 de Março 2007

Eu juro que quando escrevi isto, não sabia que o La Féria ia mesmo fazer uma adaptação do Jesus Cristo Superstar. Eu juro!

E toma lá uma camisolinha da Tommy para não dizeres que não vais daqui.

Há uns tempos, escrevi isto no blog:

Se me chamasse Andreia Elisabete e visse que ia passar o resto da minha vida em Cernadelo, eu quereria voltar para os meus pais adoptivos.

Ao que um(a) comentador(a) anónimo/a disse:

que coisa mais estúpida que fui encontrar numa pesquisa no Google. mais uma tia com horror a pobres...

concerteza que a pequena Andreia será muito mais feliz que você, que certamente não sabe nem lida bem com humildade.

que pena tenho de si!

espero que nesta vida onde nem tudo é dinheiro, aprenda o que é realmente ser feliz, Joana...


Querido/a anónimo/a:

Desde já, agradeço a tua visita a este estúpido blog. Saber que aqui chegaste através de uma procura no Google por “Andreia Elisabete”, fez-me perceber a quão valiosa é a minha privacidade.

Gostava de te perguntar qual o significado de “humildade”, porque não encontrei essa palavra no meu dicionário. Nessa página, só lá estava “humor”. E por falar em dicionário, aconselho-te a procurar lá uma palavra: “coragem”. Coragem para dar a cara, ou neste caso o nome, por aquilo que defendes.

Espero que a Andreia seja, de facto, mais feliz que eu, apesar de, após a satisfação que tive em responder ao teu comentário, eu achar isso bastante difícil.

Beijinho bom (mas ao de longe porque és pobre e eu não gosto dessa gentalha)
Joana Filipa

segunda-feira, março 26, 2007

Ah, português!

Notas soltas sobre os "Grande Portugueses":

1. Quanto aos bonecos de cera, o do Pessoa parecia o Manuel Luís Goucha nos tempos em que este usava bigode; o de D. Afonso Henriques mostrava a sua grandiosa colecção de caricas, e o de Salazar parecia o Joel Branco de chapéu.

2. Ficou provado que Maria Elisa não é capaz de dizer um endereço de um site, ao dizer rtp.www.pt.

3. A indirecta de Maria Elisa, ainda antes de divulgarem os resultados, ao dizer que "há 50 anos, esta iniciativa não teria sido possível", mostrou logo quem seria o vencedor.

4. Repararam na rapidez com que "Os Grandes Portugueses" após a divulgação dos resultados passou de 'iniciativa séria' a 'concurso' e posteriormente a 'passatempo'?

5. Repararam também no esforço inumano que todos os defensores fizeram ao tentar arrastar Aristides de Sousa Mendes para o primeiro lugar?

6. Não foi bonito ver a Odete Santos a coçar a mama.

7. Citando Salustio, é a primeira vez que Salazar é eleito para alguma coisa.

domingo, março 25, 2007

Expressão do dia #01

Detesto quando muda a hora. Altera-me o ritmo circadiano.

sábado, março 24, 2007

Micro-nota.

As minhas mais sinceras desculpas aos leitores deste blog por na última semana não ter colocado nada de novo neste estaminé. De qualquer maneira, queria apenas deixar aqui uma pequena nota.

Porque isto provocou isto...(clicar para aumentar)

wowee!

...quero dizer a todos os que visitaram e comentaram A Dupla Personalidade, obrigada.

sábado, março 17, 2007

'Piqueno' desabafo.

Se me chamasse Andreia Elisabete e visse que ia passar o resto da minha vida em Cernadelo, eu quereria voltar para os meus pais adoptivos.

Surrealismo musical

Não é simplesmente fenomenal que a nova colecção do jornal Público, intitulada '50 Anos de Música Portuguesa', contenha no mesmo volume Alfredo Marceneiro e Buraka Som Sistema?

sexta-feira, março 16, 2007

Porto Editora, esprefenha lá isto.

Segue-se um conjunto de palavras que deviam ser incluídas na próxima edição do Dicionário da Língua Portuguesa. Cortesia minha e do Renato Carreira, Senhor de Todo o Universo, que fez questão de assim ser chamado.

balhéria s.f. [coloq.] desconhecimento de um assunto. Ex: "Tu não percebes balhéria."

chartalhimba s.f. nome que dão ao orvalho em algumas regiões de Moçambique

esprefenhar v.tr. 1 torrar pinhões com intenção dolosa; 2 [fig] atirar uma pequena bola de plástico ao ar para a ver saltar no chão

fresgórvio 1 adj. relativo à Fresgorvilândia; 2 s.m natural da Fresgorvilândia

maricoté s.m. colete de lã feito à mão

parrinça s.f. [pop.] mulher gorda e corcunda que negoceia em bidés

priconumbe s.m. espécie tropical de pepino

terça-feira, março 13, 2007

Da burrice humana.

Diálogo verídico entre a autora deste blog e uma funcionária da faculdade:

Eu (apresentando um molho de folhas): Bom dia, eu queria tirar fotócopias e encadernar isto, se faz favor.
Funcionária: E é para encadernar só um dos molhos ou...
Eu: Não, é para encadernar ambos.
Funcionária: Os dois?
Eu: ...

NA: Esta foi a mesma funcionária a quem uma sua colega havia dito na semana anterior: "Tu devias era pintar o cabelo de louro de uma vez!"

António Calvário, volta, estás perdoado!

Isto foi o que ganhou o Festival da Canção?



Sabrina - Dança Comigo (Música e Letra: Emanuel)

Eu sempre disse que no dia em que levássemos o Emanuel à Eurovisão, ganhávamos aquilo, mas nunca pensei que fosse num futuro próximo.

sexta-feira, março 09, 2007

O Gatsby é grande e a lista de livros também.

Uma pessoa tem demasiados livros para ler num semestre quando:

a) um desses mesmos livros tem de ser lido para duas cadeiras diferentes.

b) consegue pegar nos títulos e escrever uma história com (algum) sentido:

Dr. Jekyll, conhecido por vezes como Sr. Hyde, passeava pelo Alentejo azul com o seu fiel jardineiro quando encontrou o Drácula. Este, com muita sensibilidade e bom senso, decidiu não morder nenhum deles. Decidiram os três ir à procura dos retratos de Dorian Gray e do de um artista quando jovem, mas apenas encontraram os despojos do dia. Desiludidos, decidiram sentar-se e esperar por Godot.

P.S.: E é oficial; tenho um 'piqueno' ódio de estimação ao Robert Louis Stevenson.

Do episódio da Floribella que eu não vi mas queria ter visto...

Confuso como o Sr. Frederico é, acho que ainda não se decidiu se está vivo, se está morto.

domingo, março 04, 2007

Eis porque já não escrevo no blog há algum tempo.

Todas as ideias que eu tenho são interrompCOF COF COF AARRR COF COF &@%!#&@%!# DA CONSTIPAÇÃO! COF COF COF!

Vêem? Já nem me lembro do que ia a dizer.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Alguém lhe cheira a argumento de telenovela?

Gémeos separados à nascença, digo eu.

Comparação Anita e Menino que chora

Sugestãozinha...

Sugiro criarmos uma petição para abolir o fuso horário deste planeta. Ver se começamos a ver os Óscares a horas decentes.

Ah, e os comentadores da TVI já se calavam.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Expliquem-me.


in Jornal Destak, 23 Fevereiro 2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Descubram o que está errado nesta imagem.

google news

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Porque o nosso Carnaval é com matrafonas e não com plumas.

Os portugueses não são dotados para festejar o Carnaval 'à la' Brasil. Em primeiro lugar, lá está calor. Aqui não. Lá, faz sentido andar semi-nu pelas ruas a dançar. Cá, não faz sentido dar entrada no hospital com uma hipotermia subaguda.

Se querem desfilar pela rua a dançar, vão às Marchas Populares. Pronto, as 'vistas' podem não ser tão boas; acredito que ver uma tipa semi-nua a cantar 'Meu amigo Charlie Brown...' e a abanar a 'bunda' como se não houvesse amanhã seja bem mais excitante do que ver uma tipa com um vestido de renda a cantar 'Lá vai Lisboa...' e a segurar um arame envolto em papel-crepe. Mas ao menos está calor e há comida, sendo essa a segunda razão pela qual não faz sentido festejar o Carnaval brasileiro. Não há comida tradicional. Ao menos nas Marchas, podemos comer tudo o que conseguirmos colocar num assador.

E beber até que as 'vistas' tirem as roupas.

sábado, fevereiro 17, 2007

Não o digo sarcasticamente.

"Sabes que não és uma pessoa normal, certo?" é das coisas mais simpáticas que alguma vez já me disseram.

Obrigada.

Afinal o que são bífidos?

'Trânsito intestinal' tem de ser o melhor eufemismo de sempre.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Olhe, mude de década.

Se aos anos 90 se podem chamar noventas, se aos anos 80 se podem chamar oitentas e por aí fora, qual é o nome que damos à actual década?

Os zeros?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

A Odisseia de Josélito no País da Farfalhuda #25

Capítulos anteriores aqui.

Capítulo XXV


Zé Tó ansiava ver Lara Li, essa diva dos anos 80. Por isso, foi com grande emoção que, após a aterragem da nave espacial no lugar 22-F, Zé Tó desceu pelo escorrega insuflável, reparando de imediato que estava de facto no Paraíso da Carpete. Para quem desconhece, o Paraíso da Carpete é uma mega-store que vende todos os tipos de tapeçaria: carpetes, alcatifas, tapetes persa, tapetes de Arraiolos, tapetes que ilustram cenas campestres e que normalmente se penduram na parede e, mais recentemente, numa brilhante jogada de marketing, naprons. Zé Tó começou a passear pelos corredores à procura de Lara Li, mas, ao invés, encontrou um senhor de turbante que saltitava pela secção de tapetes mágicos.

- Olhe, desculpe, o senhor não é o Osama Bin Laden?

O senhor de turbante suspirou e respondeu:

- Não, eu sou o Aladino. As pessoas estão constantemente a confundir-nos. Até é fácil perceber porquê: ambos somos terroristas, ainda que eu só o seja na cama! Rau!

Zé Tó arrependeu-se de ter metido conversa com este sujeito; ainda assim, ainda perguntou:

- Olhe, já agora não me sabe dizer onde posso encontrar a Lara Li?

- Essa não é o travesti que costuma estar às Quintas-feiras na Esquina da Rua Bernadim Ribeiro?

Zé Tó ficou desiludido. Pensava que Aladino o pudesse ajudar a concretizar o sonho de uma vida: beijar os pés à Lara Li. Desanimado, fez uma última pergunta:

- Sabe-me então dizer qual o caminho para o Cu de Judas?

- Ó meu amigo, não queira ir ao Cu de Judas. - disse Aladino, com voz de Claúdio Ramos. - Fui lá uma vez e essa bicha nunca mais me telefonou. A parva.

Aladino continuou a injuriar o Cu de Judas, até que Zé Tó reparou em algo brilhante no bolso das calças de Aladino. Era a sua lâmpada mágica e discretamente, Zé Tó tentou surripiá-la.

- Ui! – guinchou subitamente Aladino. Depois sorriu. – Seu malandro. Ainda nem trocámos números de telefone.

Inadvertidamente, Zé Tó continuara com a mão dentro das calças de Aladino, o que juntando à hiperactividade de Aladino, fez inevitavelmente com que o génio aparecesse. Este olhou para Aladino, para Zé Tó e para a mão ainda embaraçosamente nas calças e disse:

- Ah não! Nem penses que a noite de ontem se vai repetir, Aladino.

- Ó Génio, - chamou Zé Tó, finalmente retirando a mão da virilha de Aladino. – será que eu podia ver essa grande senhora, a Lara Li?

- Desejo concedido!

E assim, Zé Tó viu-se teletransportado para o Politeama, onde estava em cena a última adaptação de Felipe La Féria, “Jesus Cristo Super-Estrela”. De início, Zé Tó não percebeu porque havia sido teletransportado para ali, mas ao ouvir…

Então tu és o Cristo,
O grande Jesus Cristo,
Prova-me que és divino,
Transforma a minha água em vinho.
Só tens de o fazer
P’ra eu ficar a saber
Que és o Rei dos Judeus!


…de imediato reconheceu a linda voz de Lara Li, que fazia o papel de Rei Herodes.

Então tu és o Cristo,
O grande Jesus Cristo,
Prova-me que não és choné.
Atravessa a minha piscina a pé.
Se o fizeres por mim,
Eu deixo-te ir, sim.
Vamos lá, Rei dos Judeus!


Uma lágrima correu pela face de Zé Tó. Ele juntou as mãos e agradeceu aos céus este momento. Mas a felicidade não dura para sempre e um dos projectores do palco pareceu concordar, ao achatar a Lara Li num dos momentos altos do espectáculo.


Próximo capítulo aqui. Mas vai demorar. Não, a sério. Vai.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Sismo?

Qual sismo?

domingo, fevereiro 11, 2007

Balanço Final.

Sim - 59,25%
Não - 40,75%


O Não já fez uma declaração oficial, admitindo a derrota e demitindo-se do seu cargo de partícula de negação. Ainda se desconhece quem o irá substituir, mas nomes fortes como Nunca, Nem Pensar e Só Por Cima Do Meu Cadáver já foram avançados como seus possíveis sucessores.

Quem não foi votar não tem direito a reclamação.

A abstenção foi tanta que são 21h40 e já só faltam 4 freguesias por apurar.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Quem é que quer saber quanto custa um secador de cabelo?

O 'Preço Certo' faz-me 'espéce'. Faz-me 'espéce' porque acredito que esse programa é um flagelo para as famílias portuguesas. Eis porquê. Um concorrente chega à montra final. Vê os prémios que pode ganhar e é deixado a sós com o público para receber sugestões do valor da montra. Admito, deve ser difícil; por esta altura, uma pessoa não está apenas stressada pelo facto de ter de adivinhar uma quantia para receber um prémio mas também por ter passado as duas últimas horas a cheirar o suor do Fernando Mendes.

É duro.

Segue-se um período durante o qual todos os familiares e amigos do concorrente (que estão lá em peso visto que a Junta de Freguesia da Arrentela decidiu fretar um autocarro, qual visita de estudo) gritam, berram e guincham sugestões de valores monetários, de uma forma irritante ainda que reminiscente dos tempos da 'Amiga Olga' ("A CHAAAAAAVE! A CHAAAVEE! O DINHEEEEIIROOO!! O DINHEEEIIROOO!").

Daqui para frente, pode acontecer uma de duas coisas:

a) ou o concorrente segue o seu instinto, ignorando os sons animalescos da sua família;

b) ou segue os conselhos dos familiares, mostrando assim que não tem qualquer vontade própria.

Seja qual for a hipótese, sairá sempre do programa alguém zangado com alguém. Ouvir-se-á, respectivamente:

a) "Não me ouviste, porquê? Eu é que tinha razão. Sempre foi assim. Ignoras-me desde que éramos crianças. Sempre foste o favorito de toda a gente. Morre!"

ou

b) "Porque é que te ouvi? És uma besta! Tivesse seguido o meu instinto e tinha ganho a Moto 4 e a viagem a Bora-Bora."

E isto apenas engloba os casos em que o concorrente não acerta no valor da montra final. Nos casos em que ganha, de certeza que há sempre discussões relativas à distribuição dos bens. Sim, porque a família estava lá a dar apoio e ainda por cima sugeriu o valor certo e se não fosse por eles, o concorrente nunca teria acertado no valor e estaria abandonado numa sargeta, sim porque há três anos aqui o tio emprestou-te dinheiro que nunca devolveste por isso deves-lhe no mínimo uma máquina de lavar e isso já não é pedir muito, pedir muito seria pedir a Moto 4 e não grites comigo porque tu é que estÁS A SER EGOÍSTA E INGRATO!!

Um destruidor de lares, digo-vos eu.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

'Piquena' opinião...

Os Gato Fedorento bem podem meter o programa do passado domingo na arca dos Tesourinhos Deprimentes.

domingo, fevereiro 04, 2007

Só porque sim e até para ver se me calo com isto...

They Might Be Giants - Ana Ng (1989)

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Parvoíce matemática.

Detesto números pares. Todos certinhos, todos "ó para mim, sou divisível por dois".

Parvos.

Números primos. Esses é que sim.