Segue-se um conjunto de palavras que deviam ser incluídas na próxima edição do Dicionário da Língua Portuguesa. Cortesia minha e do Renato Carreira, Senhor de Todo o Universo, que fez questão de assim ser chamado.
balhéria s.f. [coloq.] desconhecimento de um assunto. Ex: "Tu não percebes balhéria."
chartalhimba s.f. nome que dão ao orvalho em algumas regiões de Moçambique
esprefenhar v.tr. 1 torrar pinhões com intenção dolosa; 2 [fig] atirar uma pequena bola de plástico ao ar para a ver saltar no chão
fresgórvio 1 adj. relativo à Fresgorvilândia; 2 s.m natural da Fresgorvilândia
maricoté s.m. colete de lã feito à mão
parrinça s.f. [pop.] mulher gorda e corcunda que negoceia em bidés
priconumbe s.m. espécie tropical de pepino
Um blog para todos dominar, um blog para os encontrar, um blog para a todos prender e nas trevas reter.
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sexta-feira, março 16, 2007
sábado, fevereiro 17, 2007
domingo, abril 30, 2006
Oh joy...
Há pouco tempo perguntaram-me a origem da expressão 'O Da Joana' e eu não soube responder. Fui ao Google. Eis o que descobri:
JCB - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
...
JCB - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
«Ser o da Joana» ou «casa da Maria Joana» (local onde reina a confusão/desordem, aquilo que se julga ser propriedade de todos, de que todos se podem servir livremente; onde todos mandam e fazem o que bem entendem) é uma expressão com origem em França, mais propriamente em Avinhão, que foi residência de sete papas, de 1309 a 1378.
No período imediatamente anterior, quando era governada por Joana I, rainha de Nápoles, os bordéis da cidade passaram a ter uma regulamentação específica. Uma das medidas impôs que cada bordel passasse a ter uma porta por onde todos entrariam – razão por que cada prostíbulo ficou conhecido como «o paço da mãe [a dona da cidade] Joana», como sentido de uma casa que está aberta a qualquer um. O «paço» original deu lugar a «casa», como se usa em Portugal e no Brasil.
[in Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta (Editora Campus, Rio de Janeiro)].
...
domingo, fevereiro 12, 2006
"Eles hádem de preceber que a gente não somos parvos, houvis-tes?"
Um conselho à próxima pessoa que estiver ao pé de mim e escreva 'tives-te' ou diga 'tivestes':
...use um capacete.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão
Olho por olho, dente por dente, costuma-se dizer. Mas se pensarmos bem, dois olhos vêm mais do que um só, ainda que em terra de cegos quem tem um olho é rei. E já dizia o outro que palavra de rei não volta atrás. Mas a palavra é de prata e o silêncio é de ouro, logo o calado é o melhor. Todavia, quem cala consente e é a falar que a gente se entende. E para bom entendedor meia palavra basta. Mas as palavras são como as cerejas, vem umas atrás das outras. Mas atenção, pois quem muito fala, pior ouve. O melhor mesmo é deixar que um burro fale e os outros baixem as orelhas. E se esse burro falar no mal, é certo ele aparecer. Porém, o mal está nos olhos de quem o vê e o que os olhos não vêem, o coração não sente, além de que quem não se sente, não é filho de boa gente. Filho de boa gente ou não, a verdade é que filho de peixe sabe nadar e quem nada não se afoga. Mas é melhor não divagar sobre meios aquáticos pois quem vai ao mar perde o lugar. Lugar? O saber não ocupa lugar. Todos sabemos que a ignorância é o pior de todos os males. Portanto, para grande males, grandes remédios. Só a morte não tem remédio e o que não tem remédio, remediado está. Mesmo assim, mais vale prevenir que remediar. Afinal, homem prevenido vale por dois. E eu sempre ouvi dizer que dois é bom, três é demais. Por outro lado, não há duas sem três ainda que na primeira quem quer cai; na segunda cai quem quer e na terceira cai quem é parvo. A culpa é da gravidade: quanto mais alto se sobe, maior o trambolhão, visto que, para baixo todos os santos ajudam, ainda que santos da casa não façam milagres. Portanto, não contes com o ovo no cu da galinha. E é aqui que vocês perguntam: ‘Mas o que tem o cu a ver com as calças?’ Bem, quem tem cu, tem medo e quem tem medo compra um cão. O que os animais desconhecem, no entanto, é que quanto mais depressa, mais devagar que é o mesmo que dizer que depressa e bem, não há quem. Logo, as cadelas apressadas parem cães tortos e quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita. Até Deus escreve por linhas tortas e o futuro a Deus pertence. De facto, a morte não escolhe idades e para morrer basta estar vivo; enquanto há vida, há esperança, daí que quem espera, sempre alcança mas quem muito espera, desespera. E para aqueles que há muito esperam que eu páre com esta enumeração de provérbios, antes a morte que tal sorte. É que parar é morrer.
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Coisos linguísticos,
Parvoíce extrema
sexta-feira, outubro 14, 2005
Segura-mos.
"Venham!", disse o segurança, de nome António Seguro, que segurava seguramente uma lanterna, assegurando que o caminho estava seguro. "Segura-me nisto!", disse ele num tom de voz seguro, enquanto dava a lanterna a outro segurança, que seguramente segurou na laterna. "Será que isto é seguro?", perguntou um terceiro segurança. "Claro que é seguro", disse o segundo segurança, "Se não fosse seguro, o Seguro não nos conduzia seguramente para um sítio seguro, onde estaremos em segurança.". "Mas e se não for seguro?", perguntou inseguramente o terceiro segurança. "Se não fosse seguro, não nos poderíamos sentir seguros seguindo o Seguro, nem o Seguro nos conduziria até um sítio seguro, onde estaremos em segurança. "Mas como pode o Seguro estar seguro do caminho até esse sítio seguro, onde estaremos em segurança?", perguntou o terceiro segurança, que seguramente não estava seguro da segurança dada pelo segurança Seguro. "Estou seguro de que o segurança Seguro nos levará a um sítio seguro, onde estaremos em segurança.". Foi então que viram uma placa que dizia 'Cidade Segura 20 Km', para onde seguramente seguiram e onde ficaram seguros para sempre a cantar o 'Segura o Tchan'.
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sexta-feira, maio 20, 2005
Huummm...[dedo girando de roda do nariz]
Uma coisa que já me anda a encanitar há algum tempo: de onde raio surgiu a palavra 'props' (em 'props pó pessoal')? Qual o verdadeiro significado deste vocábulo utilizado por tantos habitantes da Margem Sul?
quinta-feira, janeiro 27, 2005
O Primeiro Post
Bem-vindos a este Blog.
Devo desde já informar que nada do que for dito aqui será interessante, educacional ou comprovado pela realidade em que vivemos. Posso apenas garantir que abordará temas desde o humor em Portugal à carreira do Nelo Monteiro (mesmo sendo estes temas um pouco redundantes).
Quanto à escolha do nome:
A expressão "isto (não) é o da Joana" é usualmente utilizada quando se quer referir a algo que é uma grande confusão, exagero, ou abuso. Um exemplo prático: se alguém perguntar "Tens uma caneta?", a outra pessoa, mostrando toda a delicadeza e educação do seu carácter, pode responder negativamente com um sonoro "Deves pensar que isto é o da Joana, não?!".
Desconheço a origem desta expressão. Apenas posso supor que tenha surgido devido à proliferação do nome Joana em Portugal. Um equivalente ao Zé-povinho, mas no feminino.
Pessoalmente, esta expressão irrita-me. Mais ainda do que "Não tem os cinco bem aferidos", "Já não morremos hoje nem casamos amanhã." ou mesmo o clássico "Quer meter o Rossio na Betesga.". Apenas peço às pessoas que utilizam esta expressão regularmente que tenham mais respeito pelo nome que me foi dado à nascença e pelas outras 5.090.325 Joanas que existem por esse Portugal fora e partilham este sentimento comigo.
Até porque este Blog...é mesmo o da Joana.
Devo desde já informar que nada do que for dito aqui será interessante, educacional ou comprovado pela realidade em que vivemos. Posso apenas garantir que abordará temas desde o humor em Portugal à carreira do Nelo Monteiro (mesmo sendo estes temas um pouco redundantes).
Quanto à escolha do nome:
A expressão "isto (não) é o da Joana" é usualmente utilizada quando se quer referir a algo que é uma grande confusão, exagero, ou abuso. Um exemplo prático: se alguém perguntar "Tens uma caneta?", a outra pessoa, mostrando toda a delicadeza e educação do seu carácter, pode responder negativamente com um sonoro "Deves pensar que isto é o da Joana, não?!".
Desconheço a origem desta expressão. Apenas posso supor que tenha surgido devido à proliferação do nome Joana em Portugal. Um equivalente ao Zé-povinho, mas no feminino.
Pessoalmente, esta expressão irrita-me. Mais ainda do que "Não tem os cinco bem aferidos", "Já não morremos hoje nem casamos amanhã." ou mesmo o clássico "Quer meter o Rossio na Betesga.". Apenas peço às pessoas que utilizam esta expressão regularmente que tenham mais respeito pelo nome que me foi dado à nascença e pelas outras 5.090.325 Joanas que existem por esse Portugal fora e partilham este sentimento comigo.
Até porque este Blog...é mesmo o da Joana.
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